A Montanha e o café
Se não dá para mexer nos elevados custos de produção, o cafeicultor de montanha tem que investir em qualidade para aumentar os preços, e até mesmo justificar um custo tão elevado de produção. Certificação da propriedade pode ser uma caminho se o produtor também conseguir vender sua bica corrida diretamente ao consumidor final. Associar-se é outra opção, continuar produzindo caro e vendendo barato é que não dá.
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Uma lavoura na montanha, dependente intestinalmente de mão-de-obra para tudo, NÃO é sustentável nas atuais circunstâncias. Custos elevados de mão-de-obra, insumos, adubos, etc inviabilizam as lavouras de montanha do sul de Minas em propriedades com características de empresa rural. A quebradeira não é maior porque a informalidade impera.
Sem competitividade (custos de produção superiores aos preços praticados atualmente), o cafeicultor de montanha vê sua empresa ruir enquanto outros (de lavoura irrigada numa terra maquinável) prosperam produzindo a mesma commoditie, em outra região do país. O resultado desse cenário conflagrou a Marcha de Varginha em 16 de março deste ano.
O que o governo pode fazer numa hora dessas?
Apenas dar subsídios, pois está provado que é inviável produzir café de montanha sem ajudas governamentais. Mas dar subsídios para produtores que não conseguem produzir em quantidade e qualidade o que muitos outros conseguem? Pode parecer contra-senso e até certo ponto inaceitável. Devo receber ajuda porque não consigo produzir no mesmo custo do meu concorrente? Concorrente é concorrente... concorre e quer ganhar, quer te tirar do mercado e ponto final.
A Ford, a Crysler, a GM/Crevrolet devem permanecer no mercado fazendo carros beberrões e super caros enquanto a concorrência faz carros mais compactos, que bebem e poluem menos e são mais baratos que os das ex-três gigantes? Não, é claro que não! Na revolução industrial, quem não investiu nas novas máquinas que surgiam a cada momento perdeu a competitividade e saiu do mercado.
Tentou , como tentam agora os cafeicultores de montanha, continuar a produzir totalmente dependente de mão de obra, numa realidade cada vez mais presente de investimentos em maquinários. A única máquina que surgiu para nós cafeicultores de montanha foram as maquininhas de colher: melhorou, mas não resolveu o problema dos altos custos. Nós, os cafeicultores de montanha estamos numa sinuca de bico...
Se não dá para mexer nos elevados custos de produção, o cafeicultor de montanha tem que investir em qualidade para aumentar os preços, e até mesmo para justificar um custo tão elevado de produção. Certificação da propriedade pode ser uma caminho se o produtor também conseguir vender sua bica corrida diretamente ao consumidor final. Sua fazenda também pode cair nas graças de algum gringo importador, e aí você produz com exclusividade e garantia de mercado.
Associar-se pode ser outro caminho, com redução de custos e até mesmo pensando numa seleção de grãos e vendas no varejo. Agora, continuar produzindo caro e vendendo barato tem um limite, que é a força, a coragem (o capital) de cada um. Fica aí uma pergunta: por que subsidiar cafeicultores de uma região se em outra região, próxima, se produz com a mesma qualidade e mais barato?
No meio do caminho tem uma montanha!
Material escrito por:
Cláudio José da Fonseca Borges
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EM 05/02/2021
mas lendo os comentarios e poucas leituras a respeito ainda sinto inseguro de entrar na cultura. qual a opiniao de voces?

SANTA TEREZA - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 29/06/2009
Quando plantamos uma lavoura ou investimos em qualquer outra atividade, temos que calcular o tempo de retorno para remuneração deste investimento. Pensando na atividade cafeeira, consideramos que uma lavoura irá retornar o investimento em aproximadamente 8 safras, que se somarmos com mais 2 anos de formação, teremos 10 anos de exploração desta lavoura.
Atingindo este ciclo, temos que começar novamente o processo. Se você conseguir manter suas lavouras 20 anos sem necessitar de intervenção, ai sim, você contabilizará a produção de todos os anos. Quando você faz uma poda em uma lavoura, é porque está precisando de reinvestir na mesma, para que ela possa voltar a lhe remunerar. (Obs: a não ser q ue você opte pelo sistema de safra zero)
Você diz que a produtividade de vinte sacas por hectare não é baixa, então vou lhe mostrar alguns custo na atividade: (Custo por Ha/ano) Custo mínimo para região:
1. M-d-O R$ 2000,00;
2. Adubação de solo e Foliar - R$ 1700,00
3. Controle de pragas e doenças - R$ 400,00
4. Controle de Mato - R$ 200,00
5. Colheita e Pôs colheita - R$ 1400,00
* Total: R$ 5700,00.
Ainda temos:
Assistência técnica, energia e combustível, reparos de máquinas e benfeitorias, juros e outros gastos, que irão aumentar muito este valor. Podemos observar que os vinte sacos não irão cobrir estes custos!? Por isso falo que é ridícula uma produtividade desta.
Colega, muitas empresas quebram por não saber fazer um bom planejamento do seu fluxo de caixa e investir demasiadamente em estrutura na propriedade (Máquinas e benfeitorias) e esquecem que importa mesmo é colocarmos café no pé, fazermos o café produzir com custos equilibrado (Imprescindivel)! Daí sim vem a quebradeira.
Sabemos que não é tão simples assim aumentarmos nossa produtividade e que não é só este o nosso gargalo, já que vários outros foram apresentados por nossos colegas por cartas apresentadas nesta página, mas que um dos caminhos é darmos grande importância a esta questão.
Gostaria de deixar um recado para todos os companheiros envolvidos no setor Cafeeiro,
SE NÃO FIZERMOS AS CONTAS DE FORMA CORRETA, NÃO SERÁ NÓS QUEM ABANDONARÁ E CAFEICULTURA E SIM ELA QUEM VAI NOS ABANDONAR, POR INCOMPETÊNCIA NOSSA.
Também posso afirmar com certeza que não é só a cafeicultura de montanha que está vivendo todas estas dificuldades, pois nas regiões mecanizáveis, seus custos estão até maior que o nosso, (distorcendo dentro das atividades é claro) e sua eficiência muitas vezes menor. Não vejo região mais propícia para produzir café do que as montanhas!
Por isso não devemos viver de ilusão e sim de ações concretas que nos propiciarão continuar subindo a montanha, pois sei que estamos muito longe do topo!

LAJINHA - MINAS GERAIS
EM 19/06/2009
Falo em administração coerente tendo em vista que existem grandes produtores se beneficiando desses recursos, assim como pequenos, e entendo que as restrições devem ser equitativamente justas por parte do sistema.
Um dos fatores de restrição ao credito com certeza, seria o da educação aos filhos do campo, que a bem da verdade, não existe um sistema educacional compatível com a necessidade apresentada. Talvez esse seria o maior subsídio governamental a ser concedido, pois uma comunidade bem informada/preparada saberia com louvor, superar suas adversidades.
SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA - SÃO PAULO
EM 19/06/2009
O produtor está cada vez mais distante do que seria um futuro digno para sua família e seus sonhos de ter um pouco mais de terra (sonho de qualquer pequeno produtor) e assim vai ...
Chega a hora da colheita, momento muito esperado por ele ... para fazer qualidade e vender melhor seu produto resolve contratar uma pequena turma de colhedores para colher seu café no ponto ideal de maturação ... estão trabalhando chega a caminhonete do Ministério do Trabalho e já vem autuando pois eles estão sem proteção adequada, sem banheiros, sem refeitório ... coisa que nem se passa na cabeça de um pequeno produtor, por desconhecimento, não teve oportunidade de estudar pois foi ajudar seu pai ainda jovem no trabalho da pequena propriedade que herdou ...
Agora ele precisa pagar as multas ... não tem dinheiro para isso ... não paga ... vai para a Dívida Ativa da União ... agora não consegue mais financiamento do PRONAF ... e a terra é vendida e esse produtor com sua família vai para a cidade para tentar uma vida melhor ... pois a vida no campo não é mais a mesma!!!
Parece conto ... mas está por toda a parte ... e não é só no café ... tem leite, frutas, hortaliças e etc ...
E a Terra continua a girar da mesma forma ... e o Governo a agir da mema maneira ... e o Povo a aceitar tudo dessa forma ...
ESPÍRITO SANTO DO PINHAL - SÃO PAULO
EM 18/06/2009
Muito me admira encontrar tamanha clareza e diversificação de pensamentos no que se refere ao custo de produção, pois acredito que a maioria dos produtores não sabem o seu custo de produção e muito menos seus custos totais.
Por isso acredito tambem que é necessário uma profissionalização do produtor e das cooperativas de cafeicultores neste sentido. Aquisição de ferramentas gerenciais que possam dar o subsídio nas tomadas de decisões. Nada adianta ter os dados e não usá-los a seu favor.
Outras ações, como já citada em cartas publicadas neste espaço aberto, como a qualidade, mecanização, etc, são de grande importância. Mas temos também que ser profissionais na comercialização. Um canal direto para a comercialização é de grande importância para o agricultor, que então possa ter a liberdade de comercializar diretamente, isso faz melhorar o entendimento do mercado e sanar dúvidas de comercialização como por exemplo:
Que produtor não se sente indignado e sem ação quando recebe ofertas de preço do seu café, mas as vezes sem argumentação de mercado, entrega o seu sacrifício do ano a preços não remuneradores, porque tem que pagar a colheita, o banco, insumos,etc? Ter informações , aumentar os canais de comercialização, comparar , fazer contas faz parte da profissão "produtor".
Acredito também na diversificação da produção, principalmente em áreas montanhosas, que é perfeitamente viável, melhorando a utilização da mão de obra, melhorando aquisição dos insumos utilizados na produção e ainda colaborando com a sustentabilidade das atividades agrícolas.
O assunto é muito extenso e podemos estar deixando de lado pontos importantes deste assunto. Mas deixo aqui minha opnião e continuaremos esta conversa. Obrigado.

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 29/05/2009
Quando plantei minha lavoura, considerei um investimento inicial que é a implantação da lavoura até a mesma começar a produzir. Existem lavouras de alguns vizinhos que estão produzindo há mais de 20 anos...
Se considerar que investi numa lavoura perene que bem cuidada, recepada, esqueletada de tempos em tempos dura mais de 20 anos, quando ela não produz por motivo de recepa etc eu tenho que considerar no calculo como produtividade zero durante tantos anos..
No final eu terei tantas sacas produzidas em 20 anos. Isso é o correto. Deixar de considerar os anos parados no calculo de produtividade além de não ser correto, conceitualmente falando, distorce o resultado e leva-nos a crer que a produtividade de até 20 sacas por hectare é pouco. E não é.
Se eu vivo da lavoura de café e não guardar os lucros gerados nos anos de safra para conseguir passar os anos de renovação eu quebro. Qualquer um quebra. Como não está dando lucro nenhum, a renovação é sinal de quebradeira.
Companheiro Leonardo, muitas empresas quebram por não entender de fluxo de caixa estimado, e a partir dele estimar um valor para seu negócio em função de produtividade esperada. É bom lembrar que nos anos de renovação o produtor tem que gastar com tratos, tem custos de produção sem produzir...
Como diz uns companheiros lá da roça: "se for fazer as contas da forma correta, o café dá prejuízo". Então eu, brilhantemente e após essas declarações cheguei à solução para o cafeicultor: basta não considerar os custos de forma correta, basta não considerar os anos de renovação na produtividade, basta não considerar mais um monte de despesas e aí sim o café de montanha é lucrativo.
Viu como é fácil se iludir? Só que no caso da cafeicultura de montanha a ilusão e os cálculos errados custaram o patrimônio de muitos.

SANTA TEREZA - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 28/05/2009
Seu ciclo apresentado é muito pertinente, mas quando falo em baixa produtividade, refiro ao baixo desempenho de nossas lavouras
1 - O período de formação e ronovação, claro que não entra no cálculo, pois tais periodos consideramos como investimento. Quando entramos em qualquer atividade, primeiro investimos e calculamos um ciclo para este investimento, que entrará no custo, com a depreciação das lavouras ao longo do período em que ela estiver em produção, por isso o investimento não entra, mas contabilizamos a deprecição no custo.
2 - A produtividade é calculada de acordo com a produção das lavouras, não tem como eu contabilizar a produção de uma lavoura, se ela não está ápta a produzir café.

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 27/05/2009
1) No 1º e 2º ano não há produção
2) No 3º a produção é baixa
3) No 4º é alta
4) no 5º é baixa
5) no 6º é alta
6) no 7º é baixa
7) no 8º a produção é média... já se sente necessidade de recepa, decote etc
8) no 9º é média, a necessidade de recepa ,decote etc é urgente!
9) no 10º renovação da lavoura . Não há produção
10) no 11º não há produção;
11) no 12º média produção;
12) no 13º alta produção
13) no 14º baixa produção
e assim vai....
O período de renovação da lavoura tem que entrar no cálculo da produtividade/ha e nos custos também!

SANTA TEREZA - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 26/05/2009
mas acho que a cafeicultura de montanha deve sofrer muitas transformações daqui para frente, pois precisamos mais do que nunca reunir forças para mudar tal cenário. Trabalho com custos e não consigo achar um custo mais barato nas áreas mecanizáveis do pais, sei que eles tem menor uso de mão de obra, porém eles tem que subistituir por máquinas caras que também oneram seus custo e não estão tão eficientes ( Baixa Produtividade)
Acho que devemos sim aumentar a eficiências técnica de nossas lavouras, (temos uma produtividade média de 18 sacas por ha, que é ridícula!!), isto não paga nem os custos variáveis - e outra coisa que precisamos fazer é mostrar para o mundo que é das montanhas que sai os melhores cafés do Brasil.
Lógico que o governo tem que estar ciente de uma coisa dessa, pois como já disse no início, precisamos reunir todas as força nesse momento para chegarmos ao topo dessa montanha.
Não vejo motivo para desanimar, mas sim trabalhar ainda mais e um subsídio nessa hora será muito bem vindo, para que o governo não se depare com um problema social!
Estou aberto a críticas, serão muito bem vindas, pois já será um início da nossa subida à montanha.
Abraços a todos,

SÃO PAULO - SÃO PAULO
EM 25/05/2009
Pelo menos aí sobraria mais para os políticos gastarem em suas atividades , e emprestarem para empresas estrangeiras.
Legal...

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 25/05/2009
1-por que os melhores cafés do mundo são os de montanha? Vide os colombianos atualmente vendidos a 2,2 U$ a libra, e o Blue Moutain. Será porque o café é originário da Etiópia, nativo nas alturas de 1000m a 2000m? Assim me parece uma incongruência o café não ser competiitivo nas alturas onde sua qualidade é sabidamente melhor e de onde é originário.
2-Além dos aspectos da maior relevância levantados pelos companheiros, as regiões de montanha ainda são virulentamente perseguidas pelo fantasma da legislação ambiental. Resolução do Conama regulamentando o código florestal ampliou desmesuradamente as áreas de preservação ambiental (é posivel isto?).
O código florestal definiu os topos (na visão dos legisladores não seriam os cumes, os cimos?) dos morros como zona de proteção ambiental. Resolução do Conama definiu topo dos morros como a área limitada pela curva de nível traçada a um terço da altura do morro tomada no ponto mais baixo. Adeus cafés das alturas! Pobre região montanhosa do Sul de Minas e Zona da Mata.

ESPÍRITO SANTO DO PINHAL - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 22/05/2009
O aparente nó górdio dessa produção, como bem explicou o Sr. Cláudio, diz respeito aos elevados custos de produção em virtude da colheita ser obrigatoriamente realizada através de colheita manual. Exemplificando, em meu município, para uma produção de 30 sacas de café beneficiado de 60kg por hectare, são colhidos cerca de 200 a 240 alqueires de 60kg, a um custo de colheita, apenas na derriça, varreção, abanação e entrega no terreiro, de R$ 1900,00 (custo em início de colheita de R$ 7,00 a R$8,00/alqueire colhido). Isso representa R$ 63,00 por saca beneficiada, ou seja, cerca de 25% dos custos totais de uma saca vendida a R$ 270,00. É muito caro e, certamente, inviável para lavouras mal conduzidas e com baixa produtividade. Por isso é que vemos apenas os pequenos agricultores, os "agricultores familiares" conseguindo algum resultado positivo mesmo com os baixos preços observados nesta e em outras safras.
Ao contrário do que diz o Sr. Celso Vieira Junior, que deve ter vivenciado uma experiência localizada e pontual, o PRONAF se constitui na melhor opção já apresentada em termos de crédito rural para pequenos agricultores e agricultores familiares. É bom lembrar que agricultor familiar é aquele que utiliza mão-de-obra da família mais até um empregado assalariado ou diarista e que tem renda máxima anual de até R$ 110.000,00, que corresponde a uma produção anual de cerca de 400 sacas de café beneficiadas. Aqui, esses produtores são, em sua maioria, pequenos proprietários de até 10 alqueires de terra que tem no café sua única fonte de renda e que têm sobrevivido muito bem até agora. O trabalho da família, o uso de micro e pequenos tratores por eles mesmos operados, possibilitam reduzir substancialmente os desembolso com pagamento de mão-de-obra e reduzem os custos finais.
O aumento da produtividade é a solução e o uso da irrigação por gotejamento é uma grande alternativa para esse aumento de produtividade e eliminação dos efeitos negativos da produção bienual do café. O seu custo de instalação (Cerca de R$ 10.000,00/ha) pode ser diluído em 10 anos graças ao PRONAF Mais Alimentos que financia nesse prazo a juros de 2% ao ano. Aliado a isso, condução segundo o be-a-bá tradicional (análise de solo, correção de acidez, adubações conforme indicação técnica, controle de pragas e doenças) além de cuidados na colheita e preparo é imprescindível para bons resultados.
Quanto à colheita, as derriçadeiras manuais foram aprovadas e o seu emprego ajuda a reduzir os custos. E, no final, procurar vender bem o seu produto "diferenciado", seu excelente café de montanha.

MINAS GERAIS
EM 21/05/2009
Não vejo muito futuro na agricultura de montanha, a não ser para a agricultura familiar, que não registra empregado, muitas vezes nem nota fiscal tira, não paga impostos e ainda compra insumos sem notas.
Como já disseram: a informalidade impera. Com juros subsidiados, esta agricultura vai de vento em popa. Realizar os tratos culturais com seus familiares, podemos até aceitar. Mas colher esta montoeira de café sem a ajuda de terceiros é pura mágica. Recebem dinheiro do governo a juros subsidiados e colhem café contratando pessoas sem carteira assinada, e ainda vendem a produção sem notas fiscais. Claro que não são todos. Mas, a grande maioria que conheco tem esta prática.
Acho que o governo deveria fiscalizar melhor quem usa de financiamento, principalmente do PRONAF, para ver como são feitos estes "milagres".

VARGINHA - MINAS GERAIS
EM 20/05/2009
Resta ao governo, ao estabelecer políticas (o que não tem ocorrido) avaliar o que é mais barato para o país e socialmente correto:
<> aumentar cada vez os benefícios, a repressão, a violência urbana, criar mais moradias, subsidiar cada vez mais o contigente de desempregados, e ou:
<>manter os empregos nas lavouras de montanha e áreas não mecanizáveis (são nessas áreas que se emprega mais), subsidiando os produtores dessas regiões para que se mantenham na atividade.
A agricultura no mundo inteiro é subsidiada. Há produções que não precisam de subsídios, inclusive do café, já em outras situações, precisa, como é o caso das lavouras de montanhas e terras não mecanizadas.
Há paises que pagam para seus homens do campo permanecerem lá sem precisar fazer nada. É mais barato do que mantê-los na cidade.
Aqui, estamos "expulsando" nossos trabalhadores rurais e suas famílias do meio rural por não ter a menor condição de sustentá-los. Acorda país!
Acho que temos bastante técnicos instalados no governo que poderiam, sem nenhuma dificuldade, mapear essa situação, não acha?
Saudações,