Mais um ano que se inicia...
As festas de fim de ano inevitavelmente nos conduzem a reflexões acerca dos rumos da vida. Relembrando o passado ou fazendo planos para o futuro, é impossível não pensarmos em mudanças possíveis ou ainda naquelas que dificilmente implementaremos. De qualquer maneira, é saudável o exercício de buscar compreender para onde vamos e os motivos pelos quais estamos onde estamos.
As festas de fim de ano inevitavelmente nos conduzem a reflexões acerca dos rumos da vida. Relembrando o passado ou fazendo planos para o futuro, é impossível não pensarmos em mudanças possíveis ou ainda naquelas que dificilmente implementaremos. De qualquer maneira, é saudável o exercício de buscar compreender para onde vamos e os motivos pelos quais estamos onde estamos.
Da nossa parte, lá se foi mais um ano na companhia de vocês. Em 2010 nossa coluna abriu espaço para inúmeros debates, todos eles polêmicos. Reforma agrária, instituições, drawback, endividamento na cafeicultura, código ambiental: com tantos temas interessantes movimentando o setor, esperamos ter contribuído para o andamento das discussões. Concordando ou discordando, o importante é que o setor não deixe nunca de expor as suas inquietações, e busque soluções coletivas para os seus problemas.
Tendo essa necessidade em vista, queremos desejar a todos um feliz ano de 2011. Para os próximos doze meses, e para os outros também, acreditamos que determinados objetivos, além de viáveis, são desejáveis:
- No plano profissional, é fundamental que a busca pelo conhecimento da atividade seja constante. O pleno controle do entorno, evidentemente, é ilusório. Entretanto, há sempre espaço para a melhora. Determinadas ferramentas básicas de gestão seguem distantes de milhares de estabelecimentos rurais; não podemos estar satisfeitos enquanto essa realidade persistir. Além disso, esperamos que o produtor rural se dê conta, progressivamente, do enorme potencial que tem em mãos. Queremos chamar a atenção especialmente para o enorme conhecimento tácito que o produtor possui, e que, se bem utilizado, ajudará a garantir o êxito no difícil cotidiano da vida econômica. Trata-se de um "patrimônio" que nem sempre é devidamente valorizado e explorado, infelizmente.
- Teoricamente, é necessária a renovação das abordagens utilizadas. Isso significa olhar com uma desconfiança saudável para as "receitas" que hoje utilizamos, questionando-as constantemente. É notório que a pesquisa científica vai sendo construída "apoiada nos ombros e nas ideias dos gigantes". Isso não impede, porém, discutirmos se a vista que temos ao subirmos nesses ombros é a que melhor descreve a realidade, ou a que queremos buscar.
- Do ponto de vista político, que novas ideias apareçam, a fim de enriquecer ainda mais o debate. Nesse tópico, "quanto mais, melhor", desde que os debates sejam estruturados e pautados pela busca de um planejamento de longo prazo. Importante, que essas discussões sejam conduzidas por líderes conscientes do seu papel, que é o de pensar não apenas no setor, mas ajudar a pensar em soluções para o Brasil.
Da nossa parte, lá se foi mais um ano na companhia de vocês. Em 2010 nossa coluna abriu espaço para inúmeros debates, todos eles polêmicos. Reforma agrária, instituições, drawback, endividamento na cafeicultura, código ambiental: com tantos temas interessantes movimentando o setor, esperamos ter contribuído para o andamento das discussões. Concordando ou discordando, o importante é que o setor não deixe nunca de expor as suas inquietações, e busque soluções coletivas para os seus problemas.
Tendo essa necessidade em vista, queremos desejar a todos um feliz ano de 2011. Para os próximos doze meses, e para os outros também, acreditamos que determinados objetivos, além de viáveis, são desejáveis:
- No plano profissional, é fundamental que a busca pelo conhecimento da atividade seja constante. O pleno controle do entorno, evidentemente, é ilusório. Entretanto, há sempre espaço para a melhora. Determinadas ferramentas básicas de gestão seguem distantes de milhares de estabelecimentos rurais; não podemos estar satisfeitos enquanto essa realidade persistir. Além disso, esperamos que o produtor rural se dê conta, progressivamente, do enorme potencial que tem em mãos. Queremos chamar a atenção especialmente para o enorme conhecimento tácito que o produtor possui, e que, se bem utilizado, ajudará a garantir o êxito no difícil cotidiano da vida econômica. Trata-se de um "patrimônio" que nem sempre é devidamente valorizado e explorado, infelizmente.
- Teoricamente, é necessária a renovação das abordagens utilizadas. Isso significa olhar com uma desconfiança saudável para as "receitas" que hoje utilizamos, questionando-as constantemente. É notório que a pesquisa científica vai sendo construída "apoiada nos ombros e nas ideias dos gigantes". Isso não impede, porém, discutirmos se a vista que temos ao subirmos nesses ombros é a que melhor descreve a realidade, ou a que queremos buscar.
- Do ponto de vista político, que novas ideias apareçam, a fim de enriquecer ainda mais o debate. Nesse tópico, "quanto mais, melhor", desde que os debates sejam estruturados e pautados pela busca de um planejamento de longo prazo. Importante, que essas discussões sejam conduzidas por líderes conscientes do seu papel, que é o de pensar não apenas no setor, mas ajudar a pensar em soluções para o Brasil.
Material escrito por:
sylvia saes
Professora do Departamento de Administração da USP e coordenadora do Center for Organization Studies (CORS)
Acessar todos os materiaisBruno Varella Miranda
Professor Assistente do Insper e Doutor em Economia Aplicada pela Universidade de Missouri
Acessar todos os materiaisDeixe sua opinião!

CARLOS EDUARDO COSTA MARIA
ANHEMBI - SÃO PAULO - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS
EM 09/01/2011
Sim.É mais um ano que se inicia e como acontece a cada 4 anos com expectativas renovadas por conta do que acontecerá com a instalação de uma nova gestão governamental, ainda que se tenha feito inumeras analises,mas o futuro a Deus pertence.O brasileiro e especialmente o agricultor vive este momento e pelo que se vê com perspectivas mais confortáveis.É sempre importante contarmos com este espaço e com o apoio desta equipe que nos apresenta temas e informações essenciais ao nosso dia a dia.Contamos e esperamos com a vossa presença por este ano e por muitos outros e aproveito para deixar meus parabéns e o agradecimento pela atenção ao nosso cotidiano rural.Um feliz 2011 e que alcançemos nossos objetivos!

JOSÉ ANTONIO PADIAL POSSO
MONTE CARMELO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 07/01/2011
Maria Sylvia e Bruno,
Seus artigos, juntamente com os do Luiz Vegro, do Xico Graziano, dentre outros, considero de muita sagacidade, bom senso e sempre muito oportunos. Sinceramente gostaria que muito mais pessoas se interessacem em ler e debater os temas, com espírito de colaboração e procurando entender o que ainda é obscuro.
O comodismo de compartilhar o senso comum, ainda impera na maioria dos brasileiros que preferem aprofundar somente temas como futebol e novelas, deixando assuntos que realmente impactam na vida das pessoas de lado como se fossem exclusivamente dos governantes.
As grandes questões da humanidade, e muitas setoriais também, não devem ser tratadas com declarações simplistas, como se costuma ouvir com frequencia, de pessoas influentes, sob pena de incutir nessas pessoas o sentimento falso de que não são problemas de real complexidade.
Essa "preguiça mental" com certeza atrapalha e no mínimo atrasa o progresso de uma nação que tem tudo para ser referência mundial em tudo de bom que um povo pode aspirar.
Mas, constatação como esta não pode desanimar quem tem poder de voz, aglutinação ou liderança e sim reforçar o sentimento de que muito há que se fazer para mudar essa situação - devagar e sempre.
Obrigado pela oportunidade de crescimento.
Abraços.
Seus artigos, juntamente com os do Luiz Vegro, do Xico Graziano, dentre outros, considero de muita sagacidade, bom senso e sempre muito oportunos. Sinceramente gostaria que muito mais pessoas se interessacem em ler e debater os temas, com espírito de colaboração e procurando entender o que ainda é obscuro.
O comodismo de compartilhar o senso comum, ainda impera na maioria dos brasileiros que preferem aprofundar somente temas como futebol e novelas, deixando assuntos que realmente impactam na vida das pessoas de lado como se fossem exclusivamente dos governantes.
As grandes questões da humanidade, e muitas setoriais também, não devem ser tratadas com declarações simplistas, como se costuma ouvir com frequencia, de pessoas influentes, sob pena de incutir nessas pessoas o sentimento falso de que não são problemas de real complexidade.
Essa "preguiça mental" com certeza atrapalha e no mínimo atrasa o progresso de uma nação que tem tudo para ser referência mundial em tudo de bom que um povo pode aspirar.
Mas, constatação como esta não pode desanimar quem tem poder de voz, aglutinação ou liderança e sim reforçar o sentimento de que muito há que se fazer para mudar essa situação - devagar e sempre.
Obrigado pela oportunidade de crescimento.
Abraços.