Celso Vegro

Curva Futura das Cotações - Dezembro/2013 (1)
13/01/2014

Curva Futura das Cotações - Dezembro/2013 (1)

Em dezembro de 2013, os contratos de café arábica negociados na Bolsa de Nova York, exibiram significativa alta. As curvas futuras das médias das segunda, terceira e quarta semanas mantiveram-se acima da média da primeira semana, indicando que o mercado vem buscando a cada tempo patamar mais elevado para as cotações (Figura 3). Na posição setembro de 2014, por exemplo, na primeira semana se negociou a US$¢114,91/lbp saltando na quarta semana do mês para US$¢121,88/lbp, ou seja, 6,07% de majoração no transcurso do mês para a mencionada posição.

Cotações futuras: análise da trajetória do café arábica (1)
14/11/2013

Cotações futuras: análise da trajetória do café arábica (1)

Estudos e evidências empíricas demonstram que a formação dos preços das commodities agrícolas exibe grande aderência às cotações desses ativos registradas nas transações que diariamente ocorrem em Bolsas de Futuros. Desse modo, acompanhar os negócios firmados com base nas cotações futuras empregadas na compra e venda dos títulos pode, desde que devidamente mediado por dados e informações de mercados conexos (moeda, juros, petróleo), oferece parâmetros relevantes para a tomada de decisão daqueles que operam nesses mercados, mais especificamente, em sua dimensão real (produzem o ativo, necessitam do suprimento).

21/08/2012

Jogo de empurra

Relatórios Mensais: Os menos avisados imaginam que tratarei aqui do Monumento As Bandeiras, mas, equivocam-se, pois meu assunto é mesmo o café, tema com o qual intelectualmente labuto com o afinco com que Brecheret picou, por 30 anos, o duro granito. As exportações brasileiras de café no primeiro semestre de 2012 foram recentemente divulgadas pelo CECAFE. Entre janeiro e junho de 2012 os embarques totais de café somaram 12,62 milhões de sacas com saldo cambial apurado de US$3,11 bilhões.

16/07/2012

As boas intenções (1)

O forte declínio das cotações do café arábica que se iniciou entre setembro e outubro de 2011, alcançando a mais intensa depreciação em junho de 2012, quando as cotações se aproximaram dos R$365,00/sc. para cafés finos, deixou todos que de alguma forma participam desse mercado completamente atônitos. Creditar, exclusivamente, à crise financeira a baixa nas cotações não parece posicionamento acertado, tendo em conta que os reflexos sobre o consumo da bebida não foram na mesma intensidade com que atingiram outros itens de consumo. Ademais, não se percebe qualquer notícia de recomposição de estoques mesmo tendo em conta a safra de alta brasileira e a formidável safra vietnamita.

29/07/2011

Carambolas lógicas

No país das jabuticabas, ninguém presta atenção nas carambolas. Eis um caso perverso da burra unanimidade. A jabuticaba (árvore e fruto), cantadíssima em verso e prosa, alcançou notoriedade pelo exotismo, singularidade e exclusividade das terras tupiniquins. A carambola, embora reúna todas as características para ser ainda mais esquisita (fruto ovóide que em seção transversal tem formato de estrela), permanece relegada. Curiosamente, o contrário dessa evidência acontece quando consideramos o sentido figurado de "carambola": tramóia, trapaça, trambique... Nisso o Brasil é imbatível, pois somos, verdadeiramente, o país das interruptas carambolas públicas e privadas.

17/05/2011

História da Riqueza do Café

A natureza e causas da formação da riqueza das nações, de sua população, empresas e instituições originou a ciência econômica. Ainda que filósofos tenham se preocupado com a temática, foi somente com Adam Smith ao publicar em 1776 o clássico: "A Riqueza das Nações", que se constituiu efetivamente o que atualmente conhecemos como economia ou economia política. Aliando-se essa nova riqueza com as novas exigências de sustentabilidade sócio-ambiental, temos diante de nós a verdadeira cafeicultura competitiva do século 21.

11/04/2011

Leite Derramado

Empresto o título do último livro do escritor e compositor Chico Buarque (premiado com o Jabuti em 2010) para, igualmente, nomear esta análise do mercado de café. O escritor, em seu livro, discorre sobre a evolução de uma família ao longo de dois séculos, enfatizando sua decadência e seu futuro pessimista. A metáfora é evidente, o autor sugere por meio da saga familiar a própria trajetória do esforço em construir a nação brasileira. Por acaso, também, temos nosso leite derramado no agronegócio café e por essa razão faço proveito desse título.

18/02/2011

Café: igual, diferente e ambos ligadíssimos

Sim, o café é igual, é diferente e ambas as tendências determinam o funcionamento dos mecanismos que pautam a formação de seus preços. Café é igual na medida em que participa da ascensão das cotações<sup>1</sup>observada para todas as commodities metálicas, agrícolas e para o petróleo. Mas em que então o café mostra-se singularmente diferente? De início de conversa, não há apenas uma espécie de café de dentro delas grande diversidade de tipos.