Sergio Parreiras Pereira

SERGIO PARREIRAS PEREIRA

Agrônomo - Mestre em Fitotecnia - Pesquisador Cientifico do IAC - Centro de Café - Mediador da Comunidade Manejo da Lavoura Cafeeira no PEABIRUS - Doutorando da Universidade Federal de Lavras - UFLA - Coordenador do Núcleo de Manejo do CBP&D/Café

27/02/2008

Certificação de cafés sustentáveis

Dentro de um contexto de posicionamento estratégico, basear-se em juízos de fato, torna-se alternativa essencial para a determinação do sucesso de ações de comunicação e marketing junto a cafés sustentáveis certificados. O fato é que, a sociedade molda crenças, valores e normas. Em conseqüência, as pessoas absorvem, quase que inconscientemente, a visão de mundo que define seu relacionamento consigo, com outras pessoas, com organizações, com a sociedade, com a natureza e com o universo. Atualmente no Brasil, existem alguns programas já em andamento, os quais propõem a valorização dos cafés diferenciados a partir de estratégias de mercado bem construídas.

17/01/2008

Importância das dimensões da sustentabilidade para o desenvolvimento de sistemas de avaliação dos impactos dos diferentes sistemas de produção sustentável sobre a cadeia produtiva do café

Após sucessivas crises no setor produtivo do café, o desenvolvimento sustentável passa a nortear a cafeicultura mundial visando suprir a demanda por cafés que além de apresentarem qualidade superior, apresentem rastreabilidade e preocupação sócio-ambiental. Atualmente é marcante a preocupação quanto à dimensão dos impactos da adoção dos diferentes modelos de produção sustentável sobre os trabalhadores rurais, pequenos produtores e outros pequenos agentes da cadeia produtiva, que, embora em grande número, aparentemente têm menor representatividade em alguns programas de certificação.

26/12/2007

Panorama da certificação de café no Vietnã

O primeiro programa de certificação a se estabelecer no Vietnã foi a Utz Certified, que certificou seis companhias estatais em 2002 e uma em 2003. Atualmente há nesse país nove empresas produtoras, com cerca de 10 mil hectares de café em produção, oito exportadoras e uma torrefadora com certificação Utz Certified. Com a preponderância de pequenas propriedades familiares, o Vietnã poderia ser ideal para a certificação Fairtrade, porém a baixa qualidade de seu café vai contra isso. Outro sério obstáculo é a pequena tradição dos produtores familiares em se organizarem democraticamente em cooperativas de café, um pré-requisito para a certificação Fairtrade. Adicionalmente, no setor café ainda há poucas cooperativas institucionais atuantes em toda a cadeia e elas não têm recebido apoio e subsídios governamentais. No Vietnã, tem havido poucas iniciativas governamentais na área de sustentabilidade.

07/12/2007

Qualidade do café no Vietnã

Atualmente, a política da indústria de café vietnamita está muito diferente. A proposta é a redução na produção e na área plantada, com ênfase na qualidade. Para isso, algumas medidas foram tomadas. Com a preponderância do café robusta, associada à sua baixa qualidade, a produção do café arábica começou a ser promovida no norte do país e em áreas de altitude elevada, na região montanhosa central e no sul. O café Bourbon, considerado de alta qualidade, começou a ser plantado nessas áreas.

31/10/2007

Mercado para Café Certificado - Parte II

O Brasil é um importante consumidor de café, com um consumo estimado de 5,52 kg/hab/ano, nível próximo ao dos países com maior consumo <i>per capita</i> mundial, como Alemanha (5,86 kg/hab/ano), França (5,07 kg/hab/ano) e Itália (5,63 kg/hab/ano) (ABIC, 2007). Porém, o mercado brasileiro para café certificado é muito pequeno e restrito à população de alta renda. O maior impacto sobre a cadeia produtiva do café no Brasil está mais relacionado aos mercados para café certificado nos países importadores do café brasileiro. Portanto, este artigo examina o estado e as perspectivas para o consumo de café certificado em alguns importantes países importadores do café brasileiro: Dinamarca, Finlândia, Portugal e Estados Unidos.

24/10/2007

Mercado para Café Certificado - Parte I

O Brasil é um importante consumidor de café, com um consumo estimado de 5,52 kg/hab/ano, nível próximo ao dos países com maior consumo <i>per capita</i> mundial, como Alemanha (5,86 kg/hab/ano), França (5,07 kg/hab/ano) e Itália (5,63 kg/hab/ano) (ABIC, 2007). Porém, o mercado brasileiro para café certificado é muito pequeno e restrito à população de alta renda. O maior impacto sobre a cadeia produtiva do café no Brasil está mais relacionado aos mercados para café certificado nos países importadores do café brasileiro. Portanto, este artigo examina o estado e as perspectivas para o consumo de café certificado em alguns importantes países importadores do café brasileiro: Dinamarca, Finlândia, Portugal e Estados Unidos.

04/10/2007

Gestão de qualidade na cadeia produtiva do café: qualidade da bebida, produção e competição por mercados exigentes

O mercado cafeeiro vem apresentando tendência crescente de buscar meios para reconhecer, valorizar e promover a qualidade do café, incluindo também aspectos importantes no que diz respeito à sustentabilidade da produção e certificação dos cafés. Paralelamente à valorização dos cafés de qualidade superior, esta demanda deve aliar competitividade por meio da diferenciação dos sistemas de produção e do produto, redução de custos de produção via elevação de produtividade e adoção de tecnologias pré e pós-colheita apropriadas à realidade regional. Nesta linha de raciocínio, o artigo pretende discutir a influência da gestão de qualidade sobre o mercado cafeeiro. Por último, são propostos itens para debate e esclarecimento, via leitor, envolvendo o tema.

05/09/2007

Custos dos processos de certificação em andamento no Brasil

A certificação dos cafés sustentáveis tem sido considerada uma alternativa para aumentar o valor econômico, social e ambiental da produção. Nesse artigo é apresentada, de forma sintética, a estrutura de custos dos processos de certificação em andamento no país, com base em estudo realizado pela equipe do Centro de Café do Instituto Agronômico, nas principais regiões produtoras de café do Brasil, em 2005 e 2006.

13/08/2007

Qualidade, desenvolvimento regional e a cafeicultura brasileira

Desde o período colonial, o café tem sido uma das principais atividades que contribuem para o desenvolvimento econômico do país, via geração de produto e de renda, com reflexos positivos na balança comercial do país e na absorção da força de trabalho ociosa. A noção do desenvolvimento regional, mais que base física e monetária para a produção do café, decorre de uma estrutura social formada por agentes sociais e econômicos com raízes históricas e tradicionais, por configurações políticas e identidades que detêm uma contribuição ainda pouco compreendida no próprio desenvolvimento econômico regional.

29/05/2007

A certificação pode ser considerada uma via crescente para minimizar o efeito da volatilidade do preço do café?

Alguns alegam que os custos operacionais da implantação e consolidação da produção de cafés certificados são mais elevados que os da produção convencional. Para outros, a certificação de cafés mostra-se como uma alternativa para minimizar a crise do preço do produto, pois alegam que o acesso ao mercado de cafés especiais tem retornos financeiros em geral mais elevados.

20/04/2007

Efeitos de legislações e normas técnicas sobre os principais mercados de café

Neste artigo pretendeu-se, inicialmente, comparar as legislações de países como Brasil, Colômbia e Vietnã. Em função da dificuldade de acesso ao texto integral e oficial da legislação vietnamita, sua análise foi incluída no item tendências e expectativas de comércio do setor cafeeiro. No comércio internacional, o não cumprimento de uma norma, apesar de não inviabilizar a venda, poderá diminuir sua participação no mercado daquele produto.