Rede Social do Café completa 15 anos
A rede foi criada para conectar profissionais, instituições e empresas, de forma a incentivar o compartilhamento de informações e a construção do conhecimento
Agrônomo - Mestre em Fitotecnia - Pesquisador Cientifico do IAC - Centro de Café - Mediador da Comunidade Manejo da Lavoura Cafeeira no PEABIRUS - Doutorando da Universidade Federal de Lavras - UFLA - Coordenador do Núcleo de Manejo do CBP&D/Café
A rede foi criada para conectar profissionais, instituições e empresas, de forma a incentivar o compartilhamento de informações e a construção do conhecimento
Dentro de um contexto de posicionamento estratégico, basear-se em juízos de fato, torna-se alternativa essencial para a determinação do sucesso de ações de comunicação e marketing junto a cafés sustentáveis certificados. O fato é que, a sociedade molda crenças, valores e normas. Em conseqüência, as pessoas absorvem, quase que inconscientemente, a visão de mundo que define seu relacionamento consigo, com outras pessoas, com organizações, com a sociedade, com a natureza e com o universo. Atualmente no Brasil, existem alguns programas já em andamento, os quais propõem a valorização dos cafés diferenciados a partir de estratégias de mercado bem construídas.
Após sucessivas crises no setor produtivo do café, o desenvolvimento sustentável passa a nortear a cafeicultura mundial visando suprir a demanda por cafés que além de apresentarem qualidade superior, apresentem rastreabilidade e preocupação sócio-ambiental. Atualmente é marcante a preocupação quanto à dimensão dos impactos da adoção dos diferentes modelos de produção sustentável sobre os trabalhadores rurais, pequenos produtores e outros pequenos agentes da cadeia produtiva, que, embora em grande número, aparentemente têm menor representatividade em alguns programas de certificação.
O primeiro programa de certificação a se estabelecer no Vietnã foi a Utz Certified, que certificou seis companhias estatais em 2002 e uma em 2003. Atualmente há nesse país nove empresas produtoras, com cerca de 10 mil hectares de café em produção, oito exportadoras e uma torrefadora com certificação Utz Certified. Com a preponderância de pequenas propriedades familiares, o Vietnã poderia ser ideal para a certificação Fairtrade, porém a baixa qualidade de seu café vai contra isso. Outro sério obstáculo é a pequena tradição dos produtores familiares em se organizarem democraticamente em cooperativas de café, um pré-requisito para a certificação Fairtrade. Adicionalmente, no setor café ainda há poucas cooperativas institucionais atuantes em toda a cadeia e elas não têm recebido apoio e subsídios governamentais. No Vietnã, tem havido poucas iniciativas governamentais na área de sustentabilidade.
Atualmente, a política da indústria de café vietnamita está muito diferente. A proposta é a redução na produção e na área plantada, com ênfase na qualidade. Para isso, algumas medidas foram tomadas. Com a preponderância do café robusta, associada à sua baixa qualidade, a produção do café arábica começou a ser promovida no norte do país e em áreas de altitude elevada, na região montanhosa central e no sul. O café Bourbon, considerado de alta qualidade, começou a ser plantado nessas áreas.
O Brasil é um importante consumidor de café, com um consumo estimado de 5,52 kg/hab/ano, nível próximo ao dos países com maior consumo <i>per capita</i> mundial, como Alemanha (5,86 kg/hab/ano), França (5,07 kg/hab/ano) e Itália (5,63 kg/hab/ano) (ABIC, 2007). Porém, o mercado brasileiro para café certificado é muito pequeno e restrito à população de alta renda. O maior impacto sobre a cadeia produtiva do café no Brasil está mais relacionado aos mercados para café certificado nos países importadores do café brasileiro. Portanto, este artigo examina o estado e as perspectivas para o consumo de café certificado em alguns importantes países importadores do café brasileiro: Dinamarca, Finlândia, Portugal e Estados Unidos.
O Brasil é um importante consumidor de café, com um consumo estimado de 5,52 kg/hab/ano, nível próximo ao dos países com maior consumo <i>per capita</i> mundial, como Alemanha (5,86 kg/hab/ano), França (5,07 kg/hab/ano) e Itália (5,63 kg/hab/ano) (ABIC, 2007). Porém, o mercado brasileiro para café certificado é muito pequeno e restrito à população de alta renda. O maior impacto sobre a cadeia produtiva do café no Brasil está mais relacionado aos mercados para café certificado nos países importadores do café brasileiro. Portanto, este artigo examina o estado e as perspectivas para o consumo de café certificado em alguns importantes países importadores do café brasileiro: Dinamarca, Finlândia, Portugal e Estados Unidos.
O mercado cafeeiro vem apresentando tendência crescente de buscar meios para reconhecer, valorizar e promover a qualidade do café, incluindo também aspectos importantes no que diz respeito à sustentabilidade da produção e certificação dos cafés. Paralelamente à valorização dos cafés de qualidade superior, esta demanda deve aliar competitividade por meio da diferenciação dos sistemas de produção e do produto, redução de custos de produção via elevação de produtividade e adoção de tecnologias pré e pós-colheita apropriadas à realidade regional. Nesta linha de raciocínio, o artigo pretende discutir a influência da gestão de qualidade sobre o mercado cafeeiro. Por último, são propostos itens para debate e esclarecimento, via leitor, envolvendo o tema.
A certificação dos cafés sustentáveis tem sido considerada uma alternativa para aumentar o valor econômico, social e ambiental da produção. Nesse artigo é apresentada, de forma sintética, a estrutura de custos dos processos de certificação em andamento no país, com base em estudo realizado pela equipe do Centro de Café do Instituto Agronômico, nas principais regiões produtoras de café do Brasil, em 2005 e 2006.
Desde o período colonial, o café tem sido uma das principais atividades que contribuem para o desenvolvimento econômico do país, via geração de produto e de renda, com reflexos positivos na balança comercial do país e na absorção da força de trabalho ociosa. A noção do desenvolvimento regional, mais que base física e monetária para a produção do café, decorre de uma estrutura social formada por agentes sociais e econômicos com raízes históricas e tradicionais, por configurações políticas e identidades que detêm uma contribuição ainda pouco compreendida no próprio desenvolvimento econômico regional.
Os fatores críticos ao desempenho da cadeia produtiva do café no Brasil, bem como seus impactos sobre a cadeia, foram identificados em estudo realizado pelo Centro de Café do Instituto Agronômico (IAC), que avaliou as principais regiões cafeeiras do País, entre 2002 e 2006. Os resultados indicaram que a qualidade do produto final é um dos fatores mais significativos para a competitividade da cadeia produtiva do café no Brasil.
Os fatores críticos ao desempenho da cadeia produtiva do café no Brasil, bem como seus impactos sobre a cadeia, foram identificados em estudo realizado pelo Centro de Café do Instituto Agronômico (IAC), que avaliou as principais regiões cafeeiras do País, entre 2002 e 2006. Os resultados indicaram que a qualidade do produto final é um dos fatores mais significativos para a competitividade da cadeia produtiva do café no Brasil.
Alguns alegam que os custos operacionais da implantação e consolidação da produção de cafés certificados são mais elevados que os da produção convencional. Para outros, a certificação de cafés mostra-se como uma alternativa para minimizar a crise do preço do produto, pois alegam que o acesso ao mercado de cafés especiais tem retornos financeiros em geral mais elevados.
Neste artigo pretendeu-se, inicialmente, comparar as legislações de países como Brasil, Colômbia e Vietnã. Em função da dificuldade de acesso ao texto integral e oficial da legislação vietnamita, sua análise foi incluída no item tendências e expectativas de comércio do setor cafeeiro. No comércio internacional, o não cumprimento de uma norma, apesar de não inviabilizar a venda, poderá diminuir sua participação no mercado daquele produto.
O CBP&D/Café, administrado pela Embrapa Café, atento às exigências do mercado, apresenta uma nova forma de gerir a produção cafeeira, a partir de um conjunto de diretrizes técnicas com a finalidade de garantir sustentabilidade econômica, social e ambiental ao agronegócio café: a Produção Integrada de Café (PIC).
Este artigo mostra a relação entre os impactos locais, no Brasil, e os consumidores que compram o café certificado Fairtrade no exterior.
A Utz Kapeh é um dos principais programas de certificação do café no mercado internacional. Ela foi fundada em 1997 por produtores de café guatemaltecos e uma torrefadora européia, a Ahold Coffee Company, com o objetivo de bonificar torrefadores e marcas para atender ao crescimento da demanda por cafés que garantissem a responsabilidade na produção.
A produção de alimentos orgânicos está se tornando uma alternativa tecnológica e econômica concreta para os agricultores, em função das demandas dos mercados nacional e internacional, resultantes da conscientização mundial sobre a importância da preservação do meio ambiente.
Uma das certificações em grupo mais importantes para a agricultura familiar é a certificação <i>Fairtrade</I>, ou de comércio justo e solidário. Essa é uma certificação que envolve o desenvolvimento social, econômico e ambiental da produção agrícola.
Entre agosto de 2005 e setembro de 2006, dois estudos realizados pelo Instituto Agronômico de Campinas contribuíram para traçar um perfil dos programas de certificação em operação nos principais estados produtores do Brasil, especialmente em Minas Gerais e São Paulo, que concentram cerca de 80,0% do café certificado brasileiro.
O café é produzido em mais de 60 países em desenvolvimento e é consumido principalmente em países desenvolvidos, onde as vendas anuais no varejo são superiores a US$ 70 bilhões. Estima-se que, em todo o mundo, 25 milhões de pessoas dependam da produção de café para sobreviver e que 100 milhões dependam do setor cafeeiro de modo geral.