Rodrigo Correa da Costa

RODRIGO CORREA DA COSTA

09/11/2009

Tirando o que está ruim, está tudo bem

A semana se encerrou com ganhos de US$ 4.50 por saca em Nova Iorque, US$ 3.75 em São Paulo e US$ 0.48 por saca em Londres. O destaque foi de fundos comprando e a origens vendendo. O mercado em Nova Iorque reagiu positivamente à notícia circulada de que a florada no Brasil foi uma das piores de vários anos. Como é de praxe os baixistas torceram o nariz e disseram que a ocorrência mencionada é regionalizada e muitos continuam apostando em uma safra maior do que a 2008/09.

03/11/2009

A única certeza é a incerteza

As arbitragens entre Nova Iorque e os seus dois mercados co-irmãos estreitaram, e o motivo é que no caso do robusta (ou conilon) o preço ficou tão mais baixo comparado com o arábica que os torradores resolveram aproveitar para comprá-lo, enquanto esperam pacientemente que o segundo "barateie". Já a BM&F subiu em função da falta de cafés finos no mercado brasileiro. O quadro de disponibilidade no curto prazo se agrava pois os produtores estão separando seus melhores cafés para entregar ao governo.

13/10/2009

Café cola no macro e sobe

O fechamento da semana não foi próximo dos 140.00 como os altistas queriam, mas ao mesmo tempo não foi abaixo dos 135.00 desejados pelos baixistas. Embora o fundamento dê espaço para o mercado subir mais no curto-prazo, notou-se bom interesse de vários países produtores de café em vender NY próximo dos 140.00. Enquanto fundos continuarem comprando, e o dólar afundando, mais altas são possíveis, porém tão logo o apetite deles seja satisfeito tomem cuidado que a queda não será pequena.

14/09/2009

Café lento em reagir ao dólar fraco

Infelizmente o números da Conab não são consistentes com a realidade. Como o governo conseguirá retirar 10 milhões de sacas de café do mercado se a produção for apenas de 39 milhões, como o órgão divulgou, já que o Brasil consome 18 milhões e deve exportar pelo menos entre 25 e 27 milhões? Precisa haver lógica nos dados oficiais que são fornecidos para que as informações ganhem credibilidade entre agentes nacionais e internacionais.

08/09/2009

Florada e colheita à vista

Participantes do mercado não estão mais considerando que seja possível uma safra de 60 milhões de sacas no Brasil, e mesmo que este seja o caso, os 3 milhões que serão potencialmente comprados pelo governo já serão suficientes para equilibrar a relação entre oferta e demanda mundiais A posição comprada dos torradores está pequena, com "apenas" 4,3 milhões de sacas de cobertura. O número representa um mês das necessidades deles, o que justifica o apetite da compra que impediu o mercado de cair mais nesta última semana.

31/08/2009

Promoção de café robusta ajuda a manter preço do arábica

O mercado de café em Nova Iorque caiu mais nos últimos 5 dias, atingindo o nível mais baixo em mais de um mês e fechando a semana com perdas de US$ 3.64 por saca. Na BM&F o contrato de dezembro teve queda de US$ 2.20 / saca, provocando um estreitamento maior da arbitragem que está agora em 14.31 centavos por libra, patamar que não se via desde outubro de 2008. O robusta em Londres foi quem salvou o café arábica de cair ainda mais.

20/07/2009

Mercado de café: demanda, qualidade e leilões

O café teve uma semana volátil mas conseguiu encerrar o período com ganhos de US$ 5.69/saca em NY, US$ 3.70/saca na BM&F e US$ 5.64/saca para o robusta em Londres. A fraqueza do dólar americano contribuiu assim como a melhora na percepção do ambiente macro-econômico, porém o lado do fundamento teve um peso importante. Começa a aparecer sinais de demanda para o começo de 2010 principalmente para Brasil, ao mesmo tempo que cresce a preocupação com a qualidade do café brasileiro por causa das chuvas na colheita.

13/07/2009

Resumo semanal do mercado: pesadelo das origens

O arábica tem sofrido em NY apesar da disponibilidade limitada dos café entregáveis nesta bolsa. Entretanto, pela análise técnica que nos dá sinais de um mercado sobre-vendido e com a indústria se interessando em comprar novas baixas, nos parece que estamos próximos de ver uma reversão da baixa. O mercado talvez não tenha força neste momento para voltar aos 130.00 cts/lb, mas acreditamos que os preços vão acima de 120.00 cts/lb de novo.