Carlos Henrique Jorge Brando

CARLOS HENRIQUE JORGE BRANDO

Engenheiro civil pela Escola Politécnica da USP; pós-graduação à nível de doutorado em economia e negócios no Massachusetts Institute of Technology (MIT), EUA; sócio da P&A Marketing Internacional, empresa de consultoria e marketing na área de café

Os custos de produção brasileiros podem criar um piso de preços para o arábica?
12/11/2013

Os custos de produção brasileiros podem criar um piso de preços para o arábica?

Considerando que o Brasil é um dos mais eficientes e competitivos produtores de Arábica do mundo, que o país é o principal produtor deste tipo de café e que o Arábica brasileiro é vendido com desconto em relação ao mercado futuro da ICE em Nova Iorque, os fundamentos indicam que o custo médio de produção de Arábica no Brasil deve estabelecer um piso de preços para que a oferta futura seja assegurada. Vamos avaliar os números para ver se isto é verdade.

21/12/2010

Uma oportunidade única para o Brasil

Escrevi no início de junho passado que os preços do café subiriam quando os números atuais e futuros da safra brasileira viessem à tona. Preços mais elevados seriam certamente a única forma de seduzir o maior produtor de Arábica do mundo a aumentar sua produção para suprir a lacuna que se tornava evidente dia após dia. Os desafios são enormes, as ferramentas estão disponíveis e os excelentes preços de café criam as condições para sua utilização. A questão é se os lucros presentes e futuros, até que os preços caiam novamente, serão suficientes para compensar a descapitalização e, também, se e como o setor cafeeiro e o governo irão em conjunto planejar e implementar políticas para apoiar os cafeicultores e possibilitar a próxima "virada".

11/05/2010

O paradoxo do desenvolvimento vs. transferência de tecnologia no café

As mudanças climáticas, as pressões ambientais, a escassez da mão de obra e outras limitações estão forçando a tecnologia de produção e processamento de café a evoluir mais rápido que nunca. Todavia, a implementação das novas tecnologias disponíveis é mais lenta que seu próprio desenvolvimento. Isto pode ser considerado um paradoxo porque, à primeira vista, parece muito mais complexo e caro desenvolver do que implementar a tecnologia do café. Mas, a realidade é bem distinta: a adoção de mudanças no mundo produtor de café é um processo difícil, que enfrenta vários tipos de barreiras, tanto comportamentais quanto práticas. O processo é ainda mais complicado quando o foco destas mudanças é o pequeno cafeicultor, que é quem produz a maior parte do café que consumimos.