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Sistemas de plantio e condução inicial de cafeeiros arábica

POR JOSÉ BRAZ MATIELLO

TÉCNICAS DE PRODUÇÃO

EM 05/02/2020

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Na formação do cafeeiro é importante a definição do sistema de plantio envolvendo o espaçamento utilizado e a condução de hastes nas plantas. No passado era comum o plantio de duas mudas por cova e espaçamento mais largo. Nas últimas décadas se tornou adequado o sistema de plantio mais adensado, com pelo menos 5.000 plantas por hectare e uma menor distância entre plantas na linha. Na condução tem sido indicada haste única, embora alguns técnicos preconizem 2-3 hastes/planta.

Foi realizado um experimento com o objetivo de avaliar sistemas de implantação e condução de hastes em lavoura de café arábica, plantada adensada, com utilização de uma e duas plantas/cova e, com condução, no pós-plantio, de uma e duas hastes/planta. O estudo foi realizado em Marechal Floriano (ES), com plantio em abril de 2017 da cultivar catucaí amarelo 24/137, no espaçamento 2,5 x 0,8 m. Os sistemas de plantio/condução estudados foram: 1) plantio com uma muda/cova (tradicional); 2) plantio com duas mudas/cova; 3) plantio com uma muda/cova e vergamento da muda com 45 dias pós plantio e condução com 2 hastes/pl; 4) plantio com uma muda/cova e capação da gema apical com 45 dias pós plantio e condução com 2 hastes/pl.

Para a avaliação da produtividade foram colhidas as plantas dos quatro sistemas, em 2019, para verificar o efeito desses sistemas sobre a safra inicial. Também foi atribuída nota de vigor às plantas.

Os resultados da primeira safra de condução da lavoura mostram que ocorreu diferença significativa para a produtividade e para o vigor vegetativo. Os resultados estão demonstrados na figura 1. O tratamento com menor produtividade foi o tratamento T3 com vergamento das mudas, produzindo somente 18,2 scs/ha. Seguiu-se o tratamento T4, que recebeu a capação no pós-plantio e foi conduzido com duas hastes/planta, este com produtividade de 26,4 scs/ha.

O segundo melhor sistema em termos de produtividade foi o padrão T1, com apenas uma muda/cova e haste única, com 29,4 scs/ha. O melhor sistema foi o T2, com o plantio de duas mudas/cova, que produziu, nesta primeira safra, 44,3 scs/ha, o que mostra que é necessário o adensamento dentro da linha de plantio, usando mais plantas e não mais hastes. Verifica-se que o sistema de duas mudas por cova, a cada 0,8 m, que teve o melhor comportamento produtivo, se assemelha ao espaçamento atualmente mais indicado, que é de plantio de uma muda a cada 0,5 m. A condução do ensaio por mais três safras dará melhor definição ao médio prazo. No entanto, já se pode concluir que a intervenção na gema apical dos cafeeiros jovens, por capação ou vergamento, visando duplicar hastes, interfere negativamente na produtividade e no vigor vegetativo iniciais das plantas.


Figura 1 - Produtividade (scs/ha) e vigor vegetativo (notas) médio na safra de 2019 em cafeeiros catucaí amarelo 24/137, por efeito de quatro tipos de sistemas de plantio/condução. Marechal Floriano (ES), 2019. - Letras diferentes nas colunas indicam diferença estatística significativa pelo teste de Tukey


Cafeeiros com duas mudas por cova, a 0,8 m Trat 2 (esq.) e aspecto da bifurcação, com duas hastes em plantas com broto capado aos 45 dias pós plantio Trat 4 (dir.)


Cafeeiros com uma muda por cova, a 0,8 m Trat 1 (esq.) e aspecto da bifurcação, com duas hastes em plantas com vergamento aos 45 dias pós plantio Trat 3 (dir.)

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