Sistema novo de pulverização fixa em cafezais

Desenvolvido recentemente, novo sistema de pulverização em cafezais facilita trabalho, especialmente em regiões montanhosas

Publicado em: - 1 minuto de leitura

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Foi desenvolvido recentemente um novo sistema de pulverização em cafezais que facilita o trabalho, especialmente nas regiões montanhosas. Nesse sistema, a distribuição e aplicação da calda (canos e mangueiras) ficam permanentemente instalados dentro lavoura. A calda é pressurizada através de bomba elétrica, que fica na parte baixa do terreno junto ao suprimento d’água. Assim não é preciso transportar água no trator com pulverizador ou nas costas do trabalhador em pulverizadores costais.

Os componentes do sistema fixo são: uma bomba elétrica de baixa potência (1 a 3 CV), tipo pistão, própria para pulverização, disponíveis vazões 12 a 40 litros por minuto; uma rede de distribuição composta por canos pvc ½ polegada, subindo a cada 100 m na vertical, cortando ruas, enterrada, com registros, esfera, para conexão cada 20 m; um conjunto engate rápido, composto por tubos de pvc contendo conjuntos engate rápido para mangueiras; e mangueiras flexíveis de plástico, próprias para pulverização (7,5 mm) cada uma com 50 m, terminando com lanças metálicas, com 2-3 bicos cada, com pontas tipo leque ou cônicos. O esquema de componentes do sistema está apresentado na figura 1.

Para testar o sistema foi realizado um ensaio na FEX de Varginha, comparando rendimento e deposição da calda no novo sistema em relação ao tradicional pulverizador costal manual. Neste ensaio foi verificado que o sistema é simples, econômico e de fácil manuseio. Ele evitou o carregamento d’água, minimizando o esforço do trabalhador. Também facilita o uso do equipamento movido a energia elétrica (menor custo e menos defeitos). O sistema fixo apresentou rendimento operacional 41% superior ao tradicional costal manual e a deposição da calda aplicada foi boa, semelhante ao sistema tradicional. Ainda observou-se que o novo sistema poderá viabilizar a aplicação de fertilizantes e defensivos no solo via água, como uréia e boro.

O custo, estimado em julho/18 para um módulo de área de lavoura de 7 há, ficou em R$ 3740,00 o que resulta em somente R$ 534,00 por há.

Figura 1

Figura 2

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Material escrito por:

José Braz Matiello

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José Braz Matiello
JOSÉ BRAZ MATIELLO

MACAPA - AMAPÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 27/10/2018

O rendimento obtido em ensaio foi de 1,1 ha por homem dia. Matiello
Francisco Carlos Lana
FRANCISCO CARLOS LANA

PATROCÍNIO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/10/2018

Muito interessante o sistema para pequenos produtores!Qual seria o rendimento homem ha/dia?