Fundação Procafé: Retirada da saia de cafeeiros arábica é contra-indicada
Volta e meia aparece uma nova moda no uso de práticas culturais na lavoura cafeeira. Agora, trata-se da retirada da saia, eliminando ramos laterais na parte baixa das plantas, que vem sendo indicada por alguns consultores, especialmente na zona de cafeicultura de montanha.
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Estes recomendantes parecem se espelhar no que é feito em cafeeiros conillon, onde, também sem comprovação cientifica, é recomendada a retirada de todos os ramos laterais que produziram na safra anterior.
É preciso lembrar, no entanto, que o cafeeiro arábica, diferentemente do robusta, é conduzido, nos espaçamentos modernos, com pequenas distâncias na linha, com apenas uma haste ortotrópica por planta. Então, o cafeeiro se desenvolve de forma cilíndrica e toda a ramagem lateral, de baixo em cima da copa, é importante para a produção de frutos.
Alem disso, a retirada dos ramos da saia, feita manualmente, com uso de foice ou de roçadeira motorizada, exige gastos de mão-de-obra, e, ainda, facilita a entrada de luz junto ao tronco, o que promove a brotação de ramos ladrões, necessitando, assim, de novos gastos com desbrota. Outro problema é que a retirada da saia, deixando de sombrear o solo abaixo, facilita a germinação e a infestação de ervas junto à linha de cafeeiros.
Trabalhos de pesquisa mais antigos, onde se preconizava a retirada da saia para facilitar a colheita mecanizada, mostram que essa prática reduzia a produção dos cafeeiros. Também, muito antigamente, na época de nossos avós, era costume tirar a saia dos cafeeiros, para facilitar a rastelação dos cafés de varrição.
Mas, na atualidade, por tudo que foi aqui discutido, a manutenção da saia dos cafeeiros é desejável e sua reirada não é uma prática indicada.
Está sendo estudada, em ensaios, agora, a limpeza dos ramos baixos, sem condições de produzir, em lavouras adensadas, quando fechadas, para facilitar a colheita, de baixo para cima, com a derriçadeira motorizada.
As informações são da Fundação Procafé, adaptadas pelo CaféPoint
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Acho que é contra indicado, uma pratica no café, quando ela é realmente estudada e comprovada que não funciona, não podemos ficar preso ao que os nossos antepassados faziam, mas sim precisamos refletir muito referente ao nosso café arábica e começar a reinventa-lo, pois as produtividades médias que temos no nosso parque cafeeiro é ridícula e o custos já são muito alto. A poda de ciclo no café arábica, já funciona aqui no Espirito Santo, a mais de 20 anos e temos conseguido produtividades médias acima de 65 sc/há e usando apenas 1,2 toneladas de fertilizante também por hectare. Então acho que precisa mais informação para ser divulgada, pois se fizermos o custo/ saca deste café, veremos que a realidade é bem diferente!!!