Fundação Procafé: Cultivares de cafeeiros Catucai vão bem nas zonas de planalto e chapada, na Bahia
Um trabalho mais antigo, instalado em 1997, no município de Barra do Choça, com 9 safras computadas em seguida, mostrou que, entre 34 itens ensaiados, incluindo Icatus, Acaiá, 3 linhagens de Catuai e outros materiais híbridos, a cultivar Catucai amarelo ficou como a mais produtiva, com média de 51 scs/ha, contra 39 scs/ha no Catuai Vermelho IAC 144, usado como padrão.
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Essas regiões cafeeiras, no entanto, vêm apresentando problemas climáticos, especialmente nos últimos anos. Apesar da sua aptidão térmica, com temperaturas mais amenas, elas possuem um regime de chuvas trocado e deficiente em volume. Chove pouco de outubro a fevereiro e o inverno é úmido, com chuvas finas e continuadas.
Os plantios de café, inicialmente realizados nessas regiões, em quase sua totalidade, foram com a cultivar Catuai, cafeeiro bem produtivo e vigoroso. A partir do final da década de 1990, novos materiais genéticos foram introduzidos na região, oriundos de diferentes órgãos de pesquisa (IAC, UFV, Procafé), plantados em ensaios de competição.
Um trabalho mais antigo, instalado em 1997, no município de Barra do Choça, com 9 safras computadas em seguida, mostrou que, entre 34 itens ensaiados, incluindo Icatus, Acaiá, 3 linhagens de Catuai e outros materiais híbridos, a cultivar Catucai amarelo ficou como a mais produtiva, com média de 51 scs/ha, contra 39 scs/ha no Catuai Vermelho IAC 144, usado como padrão.
Outros trabalhos foram feitos, em seguida, sempre com bons resultados das seleções de Catucai, amarelo e vermelho, mostrando que variedades novas podem substituir, com segurança e com vantagens, a cultivar Catuai. Destaca-se o melhor comportamento do Catucai, em termos de produtividade, de maturação mais precoce e uniforme e da boa qualidade de bebida. A maior adaptação do Catucai está relacionada com sua resistência à ferrugem, e, especialmente, pela sua boa tolerância às doenças, como Phoma/Ascochyta, as quais são favorecidas pela umidade e frio no inverno.
Diante das boas características da cultivar, a sua introdução, em plantios comerciais, vem deslanchando nas regiões de planalto e chapada na Bahia, com a sua indicação técnica adequada e com aceitação crescente pelos produtores que, após observarem seu comportamento em áreas menores, passaram a adotá-la em larga escala. Veja o exemplo da Fda Promissão, onde em 6 safras controladas, nos 15 ha de Catucai amarelo, foi obtida a média de 74 scs/ha, contra 63 scs/ha no Catuai vemelho 144, mais plantado na Fazenda.
Dentre as seleções que se mostraram com melhor comportamento na região estão o Catucai amarelo, das linhagens 24/137, 2 SL, PL nova e a 20-15 cv 479. As de Catucai vermelho com melhor desempenho tem sido o Japy, o Rouxinol, a 36/6 cv 365 e a 785-15.
Especificamente na Chapada Diamantina tem havido destaque para a seleção Japy, que se mostra muito produtiva, altamente resistente à ferrugem, à Phoma e bem tolerante à seca. A novidade positiva nessa região, com comportamento semelhante ao Japy, tem sido o Catucai vermelho 36/6 cv 365, que tem apresentado boa produtividade e alto vigor.
Algumas outras vantagens observadas no Catucai são – a produtividade mais constante entre as safras e o menor diâmetro de saia das plantas (aos 9 anos -1,5 m no catucai contra 2 m no Catuai, permitindo espaçamento menor).
As informações são da Fundação Procafé
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