A produtividade média das lavouras de café robusta neste estado ainda é muito baixa quando comparada à produtividade média obtida no Sul do Estado da Bahia e no Estado do Espírito Santo. Apesar dos mais de 30 anos da introdução da cultura na região, a produtividade encontra-se em torno de 12 a 13 sacas beneficiadas de robusta/ha, chegando a 20 sacas ou eventualmente 30 sacas apenas em raras lavouras.
A produtividade da espécie Coffea arabica é ainda mais baixa que a média obtida nos demais Estados produtores desse tipo de café. Embora exista potencial nesse estado para se obter café arábica de boa qualidade, especialmente se utilizada a tecnologia do café cereja descascado, não são esperadas alterações muito significativas no aumento da produtividade, da qualidade e do volume produzido de café arábica no Estado de Rondônia na próxima década, quando se considera o estado como um todo.
Em função da representatividade do café robusta na cafeicultura de Rondônia, a análise de custos de produção no Estado concentrou-se no levantamento de dados para esse tipo de café. O estudo indicou uma variação muito grande entre os sistemas de produção adotados, com reflexos significativos na produtividade média e nos custos de produção.
Observou-se que a região que apresentou menor custo médio de produção de café da espécie C. canephora foi a de Ouro Preto do Oeste, R$55,17/sc. Esse custo de produção reflete um sistema de produção que se aproxima muito de um extrativismo, sem adição de adubos químicos ou de matéria orgânica, onde, com poucas exceções, o principal insumo utilizado é o herbicida para controle da vegetação entre as linhas de café. Nas demais regiões do Estado, Jiparaná e Alto Paraíso, Rolim de Moura e Cacoal, os custos de produção variaram entre R$81,43/sc e R$116,57/sc (Quadro1).
Quadro 1. Custos operacionais totais de produção do café robusta nas principais regiões produtoras do Estado de Rondônia (R$/ha e R$/saca de 60kg), safra 2006.

* Média aritmética.
Fonte: Centro de Café 'Alcides Carvalho' - Instituto Agronômico / IAC.
Quanto à estrutura de custo de produção do café (quadro 2), o percentual de gastos com a utilização de fertilizantes (formulados, elementos simples, micronutrientes e adubos orgânicos), em relação aos respectivos custos totais de produção, por saca beneficiada de 60kg é, com raras exceções, extremamente baixo. O percentual gasto com fitossanidade é nulo.
Os itens "Colheita" e "Outros custos", que inclui podas (recepa, esqueletamento, decote, condução, limpeza), transporte (produtos, insumos, terreiro, mão-de-obra), irrigação, energia, arruação, conservação de carreadores, análises de solo e utensílios (custeio e colheita), são os que apresentam maiores percentuais em relação aos custos totais de produção, respectivamente.
Em síntese, a cafeicultura de Rondônia utiliza poucos insumos e os custos de produção refletem primordialmente os custos das operações, especialmente da colheita.
Quadro 2. Estrutura de custo de produção de café arábica e café robusta (operações + insumos), em R$/sc e R$/ha*, nas principais regiões cafeeiras do Estado de Rondônia, safra 2006.

Fonte: Centro de Café 'Alcides Carvalho' - Instituto Agronômico / IAC.