Condição de umidade favorável ao ataque de phoma pode ser reduzida por podas

O microclima dentro da lavoura é um fator primordial na evolução do ataque da doença no cafeeiro. Por José Braz Matiello e Saulo R. Almeida engenheiros agrônomos da Fundação Procafé.

Publicado em: - 1 minuto de leitura

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A doença do cafeeiro causada pelo complexo de fungos de Phoma/Ascochyta é problemática em regiões mais frias e úmidas e nos anos em que ocorrem chuvas finas e continuadas na época da florada.

As observações de campo tem mostrado que, para a gravidade da doença, o efeito da umidade elevada no local da lavoura é até mais importante do que a temperatura mais baixa. Assim, o microclima dentro da lavoura,é um fator primordial na evolução do ataque da doença.

No controle da Phoma as alternativas que se apresentam são o uso de pulverizações com fungicidas apropriados, o uso de quebra- ventos e arborização. Isto buscando proteção das plantas e melhoria microclimática, além do emprego de variedades mais tolerantes à doença.

Na presente nota técnica objetiva-se mostrar o efeito benéfico da poda de cafeeiros na redução do problema da Phoma.

As observações foram feitas, nesses dois últimos anos agrícolas, em áreas de cafezais em regiões problemáticas para Phoma – No Planalto de Conquista (BA), no Sul de Minas, na região de Marechal Floriano (ES) e na Mogiana (SP).

Em lavouras que vinham apresentando, historicamente, baixas produtividades verificou-se que as plantas, pelo efeito do ataque de Phoma, apresentavam ramos laterais muito bifurcados, curtos e com seca de ponteiros, resultado de ataques sucessivos da doença. Assim, as plantas, especialmente na sua parte baixa, ficavam muito “embatumadas”.

Ao efetuar a poda de esqueletamento (curto) dessas lavouras problemáticas, verificou-se que elas voltavam a produzir bem nos dois anos em seguida. A princípio, desconfiava-se que a poda, ao induzir a formação de ramos novos, tornaria o cafeeiro mais susceptível à Phoma. Porém, a redução da altura das plantas e a abertura da lavoura, ao promover a insolação e arejamento, acabava reduzindo o molhamento foliar, com isso compensava o efeito da ramagem nova.

Pelas observações efetuadas em diversas lavouras podadas conclui-se que a melhoria microclimática promovida pela poda, ao reduzir a umidade dentro da lavoura, facilita o controle da Phoma. Logicamente, pode-se, ainda, combinar a poda com uma proteção adicional de fungicida.

Sob efeito de ataques sucessivos de Phoma, a parte baixa de cafeeiros se torna com ramos muito bifurcados, com ponteiros secos e de forma embatumada.

Lavoura que estava alta e mais fechada, com ambiente úmido internamente, teve sua condição de ataque pela Phoma desfavorecida pela abertura, por poda de esqueletamento (Sul de Minas).
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José Braz Matiello

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bruno nasser vilela
BRUNO NASSER VILELA

CRISTAIS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 09/09/2015

BOA TARDE

VCS PODERIAM ENVIAR PLANILHA DE FERTIRRIGAÇÃO PARA O CAFEEIRO

A COMPATIBILIDADE ENTRE OS ADUBOS USADOS NA FERTI

OS DEFENSIVOS(FUNGICIDA E INSETICIDA) VIA FERTI

SE A DOSAGEM PODE DIMINUIR QUANDO É GOTEJAMENTO (VAZÃO DE 2,1 L POR HORA - DISTANCIA ENTRE GOTEJO É DE 70 CM).

OBRIGADO .

FICA COM DEUS