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Cochonilha nova constatada em cafeeiros no Sul de Minas

POR JOSÉ BRAZ MATIELLO

TÉCNICAS DE PRODUÇÃO

EM 09/05/2018

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Uma cochonilha nova de hábitos diferenciados foi constatada recentemente em lavoura cafeeira no Sul de Minas, também mostrando controle natural em boa escala, com predação e parasitismo muito significativos.

A observação foi feita em março/18, em cafezal com 2,5 anos de idade, na 1ª safra. Os sintomas de ataque se mostraram e chamaram a atenção pela maior evidência de escurecimento e presença junto aos frutos. Assim, a princípio, desconfiou-se de ataque de cochonilhas de frutos, como as dos gêneros Planococcus e Pseudococcus, comuns nesse tipo de ataque e conhecidas como cochonilhas farinhentas. Ao se observar melhor as plantas atacadas verificou-se que se tratava de outro tipo de cochonilha, a na forma de escamas, que além de atacar a roseta de frutos atacava também ramos novos sem a presença de frutos e, em grande escala, a folhagem dos cafeeiros, condição que não é comum nessas partes das plantas pelas cochonilhas farinhentas.

Em certos casos, nas folhas, as cochonilhas se mostraram atacando o verso do limbo foliar cobrindo quase toda a sua superfície. As cochonilhas adultas na forma de escamas arredondadas tinham a cor parda clara, porém apareciam esbranquiçadas devido ao parasitismo por um fungo dessa coloração. Também em frutos as cochonilhas se mostraram cobertas por uma colônia circular de fungos de coloração branca.

Além desse parasitismo verificou-se em grande escala sobre folhas, larvas e adultos de micro-joaninhas, usuais predadoras de cochonilhas, por isso, em muitas folhas, notava-se que ao serem tocadas as cochonilhas se desprendiam, sinal de que estavam mortas e com certeza pelo controle biológico presente. No aspecto de parasitismo, se conhece o fungo Lecanicillium lecanii como agente natural de mortalidade de cochonilhas em diversas culturas, porém não na forma de parasitismo altamente eficiente, conforme agora constatado.

O ataque foi verificado na forma de focos, não em toda a lavoura. Ali são feitos os tratos e o controle com práticas usuais, utilizando pulverizações com fungicidas mais micro-nutrientes, associadas ao uso de produtos inseticida/fungicida via solo. A lavoura é irrigada, não sofrendo, portanto, stress hídrico, surgindo assim a hipótese de desequilíbrio em função de defensivos usados, não em função de condição de estiagem, causa esta de desequilíbrio verificada em outras regiões.


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JOSÉ BRAZ MATIELLO

MACAPA - AMAPÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 26/05/2018

O ataque de cochonilhas se dá em focos, estes sérios, porem term áreas limitadas. O monitoramento pode sim ser feito, pelos sintomas e sinais provocados pelo inseto. O controle, como dito, em parte se dá por inimigos naturais. Nos focos pode-se fazer o controle quimico, sendo indicados produtos à base de Clorpirifós. Matiello
SERGIO GOMES CASTEJON

MONTE SANTO DE MINAS - MINAS GERAIS

EM 25/05/2018

E como combater, professor?

As fotos já indicam uma infestação muito avançada da doença. Como elas aparecem no início? Tem alguma orientação sobre a inclusão dessa doença no programa de monitoramento de pragas e doenças - frequência, forma/procedimento de observação, níveis toleráveis etc.?