Cafezais do noroeste do Rio de Janeiro sofrem com fusariose

Quatro municípios foram afetados pela praga. A doença, que ataca plantações mais velhas, atingiu cerca de 500 hectáres do parque cafeeiro local

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Um tipo de fusariose vem atacando o tronco de cafeeiros na região noroeste do estado do Rio de Janeiro, trazendo dúvidas aos técnicos locais e aos produtores, que estão preocupados com a estranha mortalidade de plantas em suas lavouras.

Os problemas com a doença ocorrem em cafezais mais velhos, nas áreas onde estão sendo feitos o decote das plantas e a recepa (se agravando em regiões onde ocorre o segundo ciclo para a recuperação da plantação). Isto indica que a fusariose pode estar sendo transmitida pelas ferramentas de poda ou pelos buracos que as mesmas causam nos troncos, facilitando a entrada dos fungos. A ocorrência não tem sido registrada em lavouras novas.

Muitas plantas se mostram fracas e começam a apresentar amarelecimento geral da folhagem. Algumas, que iniciam a brotação pós-recepa, tem seus brotos secos e acabam morrendo completamente. Já outras chegam a reformar a copa, porém na primeira ou segunda safra, amarelecem, secam e morrem. Estas situações, em certos casos, acontecem em 30 a 40% das plantas originais podadas, resultando em uma lavoura falhada.

Ao se cortar o tronco, pode-se ver no lenho, pouco abaixo da casca, listras de cor vermelho amarronzado de cima a baixo. Estes sinais indicam sintomas típicos de fusariose. Ao entupir os vasos, ocorre a interrupção de fluxo de seiva para a parte aérea do cafeeiro, que fica deficiente e acaba morrendo. Muitas vezes, apenas um lado ou certa haste da planta morre, enquanto a outra permanece normal, verde. Isto acontece porque a absorção/translocação da seiva no cafeeiro ocorre de forma axial, ou seja, as raízes e os vasos de um lado do tronco suprem apenas aquele lado da planta.

A região noroeste do Rio de Janeiro possui uma área cafeeira expressiva de café arábica em altitudes entre 500 e 800 metros, que abrangem, principalmente, os municípios de Natividade, Varre-Sai, Porciúncula e Bom Jesus do Itabapoana, zonas montanhosas com pequenos produtores. O parque cafeeiro local é estimado em cerca de 10 mil hectares de cafezais e, segundo levantamentos feitos, a doença já atinge 500 hectáres.

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José Braz Matiello

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Michael Vasconcelos
MICHAEL VASCONCELOS

MATIPÓ - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 09/02/2018

Em São domingos das dores encontramos possiveis focos de fusariose em uma lavoura de 1 ano. A mesma já se encontra uma carga. Os sintomas são seca dos ramos plagiotropicos, seca do ponto médio do tronco o que causa o tombamento e morte da copa. Quando se corta o tronco e possível nota linhas amarronzadas próximo a casca só n tem as mesmas características que citada acima, pois, viu-se estas tal linhas em pontos área atingida no tronco pra baixo. Caso saiba mais sobre o assunto é possa estar me passando mais esclarecimentos, ficarei grato. WhatsApp 31989632031
Michael Vasconcelos
MICHAEL VASCONCELOS

MATIPÓ - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 09/02/2018

Em São domingos das dores encontramos possiveis focos de fusariose em uma lavoura de 1 ano. A mesma já apresenta uma carga. Os sintomas são, clorose nas folhas, seca dos ramos plagiotropicos, seca do ponto médio do tronco o que causa um tombamento das copas, rachaduras na casca do tronco atingindo devido a necrose, a parte interna lenhosa pode se observar linhas amarronzadas. No entanto nao se sabe muito sobre a contaminação, e possível que o produtor tenha feito uma mistura com restos de banana e aderido a cova. O problema está de forma geral na lavoura e não em focos, então a suspeita é que tenha sido transmitido através dos restos culturais desta mistura pode se notar os primeiros e já intensos após as grandes chuvas q tivemos na região no final de 2017.
José Braz Matiello
JOSÉ BRAZ MATIELLO

MACAPA - AMAPÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 09/02/2018

Pode enviar para jb.matiello@yahoo.com.br. Matiello
José Braz Matiello
JOSÉ BRAZ MATIELLO

MACAPA - AMAPÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 09/02/2018

No Paraná pesquisadores também citam fusariose em plantas jovens, o que nós não temos visto. Talvez, no seu caso pode haver outra causa. Problema de sistema radicular, carencia nutricional ou toxidez forte ou outra causa, pois a fusariose não afeta o tronco externamente e, assim, não causa tombamento. Caso tenha fotos nos envie, para auxiliar na solução do seu problema.. Conhecemos bem a região de S.D. das Dores, boa região para café. Matiello
José Braz Matiello
EM RESPOSTA A MICHAEL VASCONCELOS JOSÉ BRAZ MATIELLO

MACAPA - AMAPÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 09/02/2018

Pode enviar para jb.matiello@yahoo.com.br
Michael Vasconcelos
MICHAEL VASCONCELOS

MATIPÓ - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 09/02/2018

Tenho algumas fotos, posso enviar para você. Me passa o meio de contato que encaminho