Foto: Divulgação
Depois de observados bem os sintomas, a forma de sua ocorrência, que foi generalizada em todas as plantas do talhão, verificado os dados de análise de solo que mostravam bons níveis de K e P e, finalmente, averiguado o manejo que foi recentemente efetuado, concluiu-se que os problemas não estavam ligados à deficiências, portanto, a resposta ao questionamento inicial foi negativa.
Foi verificado que se tratava de um forte efeito de salinização, ou concentração de sais junto às raízes do cafeeiro, provocada por aplicação de fertilizantes, via gotejo, com pouca água e com solo seco. Essa ocorrência esteve ligada à condição de estiagem em setembro/2017 e a realização de uma aplicação de ureia e cloreto de potássio, em fertiirrigação, sem a continuidade da irrigação e, ainda, sem presença de chuvas em seguida.
Ambas seriam capazes de difundir e diluir no solo os fertilizantes aplicados, evitando a concentração de sais, os quais, translocados para a parte aérea das plantas, acabaram provocando a queima de tecidos foliares. As fotos mostram os sintomas observados e fica aqui o alerta, aos técnicos e produtores, para que tomem cuidado com o manejo da fertiirrigação, a qual deve ser acompanhada, antes ou depois, do suprimento de água ao solo.
Uma vez determinada a causa e, assim, tomadas as medidas para solução do problema, voltando a irrigação adequada e retomando as chuvas, foi possível verificar que as folhas novas, crescidas em seguida, vieram normalmente, sem a queima anteriormente observada.