Quadro 1. Custos operacionais totais de produção do café arábica e café robusta nas principais regiões produtoras do Estado da Bahia (R$/ha e R$/saca de 60kg), safra 2006.

* Médias aritméticas por região.
Fonte: Centro de Café 'Alcides Carvalho' - Instituto Agronômico / IAC.
Para análise mais detalhada dos custos de produção de café, o quadro 2 mostra uma síntese das estruturas dos custos de produção de C. arábica e C. canephora (operações + insumos), em R$/sc e R$/ha, nas principais regiões produtoras do Estado, safra 2006.
Quadro 2. Estrutura de custo de produção de café arábica e café robusta (operações + insumos), em R$/sc e R$/ha*, nas principais regiões cafeeiras do Estado da Bahia, safra 2006.

Fonte: Centro de Café 'Alcides Carvalho' - Instituto Agronômico / IAC.
Com relação ao café arábica, os resultados indicaram gastos mais elevados com a colheita na região de Vitória da Conquista (22%) do que na região Oeste (11%) e gastos fitossanitários proporcionalmente mais elevados no Oeste (15%) em relação ao Planalto da Conquista (9%).
Quanto aos demais gastos, inclusive com a utilização de fertilizantes (formulados, elementos simples, micronutrientes e adubos orgânicos), em relação aos respectivos custos totais de produção, por saca beneficiada de 60kg, não foram observadas diferenças significativas entre o cultivo do arábica naquelas duas regiões.
O item "Outros custos" inclui podas (recepa, esqueletamento, decote, condução, limpeza), transporte (produtos, insumos, terreiro, mão-de-obra), irrigação, energia, arruação, conservação de carreadores, análises de solo e utensílios (custeio e colheita). Os maiores percentuais desse item, em toda a cafeicultura brasileira de arábica, foram observados no café Oeste da Bahia (39%), valor próximo ao obtido na região de Conquista (32%) que reflete principalmente os gastos com irrigação, energia e transporte para o terreiro. No entanto, o maior valor observado nesse item foi obtido no Sul deste Estado (51%), o qual, além dos gastos com irrigação, energia e transporte para o terreiro, reflete os gastos com podas de condução da lavoura.
Os resultados obtidos indicam que, de modo geral, os custos médios de produção de café arábica no Estado da Bahia, por saca beneficiada de 60kg, são superiores aos de outras importantes regiões cafeeiras do País, como a Mogiana, no Estado de São Paulo, e especialmente em relação do café adensado no Estado do Paraná.