Espaçamento: Sul de Minas muda a cada nova tendência

"Não recomendamos um espaçamento específico, mas procuramos analisar caso a caso", explica Antônio Carlos Fidélis engenheiro agrônomo da Cooxupé.

Publicado em: - 2 minutos de leitura

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Por Thais Fernandes

Existe um espaçamento entre linhas do cafeeiro usualmente recomendado? Para a Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) a resposta é certeira: “Não recomendamos um espaçamento específico, mas procuramos analisar caso a caso. Existe uma série de características inerentes à propriedade e ao cooperado (produtor) que pode influenciar na escolha do espaçamento”, analisa Antônio Carlos Fidélis, engenheiro agrônomo da Cooxupé.

(+ O debate sobre os números utilizados por produtores hoje em dia rendeu, veja aqui)

Foto: Cooxupé
 
Existe uma série de características inerentes à propriedade e ao produtor que pode influenciar na escolha do espaçamento // Foto: Cooxupé


A cada ano surgem novas possibilidades nesta técnica, que recebe influências de cada detalhe em campo. “O que muda são as tendências, por exemplo, tivemos a fase do adensamento. Agora a tendência é a mecanização”. Além da tecnologia, Antônio Carlos Fidélis frisa outros pontos que são decisivos na determinação do espaçamento adequado a cada cooperado e que os técnicos têm que observar:

-Tamanho da propriedade;
-Topografia;
-Tamanho da área de café;
-Características das lavouras já existentes;
-Possibilidade de mecanização;
-Variedade escolhida;
-Tipo de colheita;
-Clima e disponibilidade de máquinas na região.

Sul de Minas
Citando estas características é possível fazer a relação entre os recursos disponíveis em campo e a região onde a lavoura é cultivada. Fidélis confirma a importância que a localização tem nessa etapa da produção. “A topografia da região é decisiva na escolha do espaçamento, muito embora hoje exista a possibilidade de semi-mecanizar por meio dos terraceamentos”, lembra ele, que atua com a Cooxupé, maior cooperativa do País, na região do Sul de Minas.

Foto: Cooxupé
"É importante salientar que existe uma interação entre variedade, clima e fertilidade do solo", salienta o engenheiro agrônomo // Foto: Cooxupé

Neste ponto é relevante observar a variedade de opções de mecanização, que por si só modificam a recomendação. “Na verdade, a colheita manual ou mecanizada não tem uma interferência decisiva na escolha do espaçamento, mas sim o tipo da máquina que será usada. As tracionadas por trator, sim, influenciam. Contudo, a diferença principal está no custo da colheita. Vale lembrar que o assunto é amplo e permite bastante discussão, bem como pontos de vista diferentes”, destaca.

Cada região tem, ainda, variedades de planta mais comuns que trazem consigo diferentes portes e condições de cultivo. “É importante salientar que existe uma interação entre variedade, clima e fertilidade do solo. Desta forma, devemos ficar atentos quanto a estes detalhes na hora de escolher o espaçamento. Por fim, no caso da mecanização, devemos avaliar bem em que nível ela pode ocorrer, pois a interferência na escolha do espaçamento é influenciada por tal”, finaliza o engenheiro agrônomo.
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EQUIPE CAFÉPOINT

SÃO PAULO - SÃO PAULO - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA

EM 10/02/2016

Boa tarde Ginoazzolini,



É muito importante saber quais detalhes você, enquanto leitor e produtor, quer saber! Vamos procurar nos aprofundar nisso em próximas matérias.



Obrigada pela participação,

Equipe CaféPoint.
GINOAZZOLINI NETO
GINOAZZOLINI NETO

LONDRINA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 08/02/2016

Desculpe, mas esperava mais detalhes, alguns exemplos de espécies e espaçamentos recomendados, por exemplo, mundo novo, ou catuaí, enfim....