Para o presidente da entidade, Márcio Ferreira, a elevação no volume embarcado reflete a chegada de alguns cafés da nova safra, principalmente os canéforas. Já em relação ao declínio de receita, é resultado do cenário internacional de preços. “Em abril, já foi possível observar a entrada de conilon e robusta colhidos neste ano, que se somam a alguns cafés remanescentes da colheita anterior. No tocante à queda da receita, ela se justifica pelo recuo observado nas cotações internacionais frente ao ano passado”, relata.
No acumulado dos dez meses de ano-safra 2025/26, o Brasil exportou 32,247 milhões de sacas – queda de 19,4% ante o mesmo intervalo anterior –, mas com alta de 0,8% na receita, de US$ 12,551 bilhões. No primeiro trimestre de 2026, os embarques somaram 11,619 milhões de sacas (-16,1%), com receita de US$ 4,490 bilhões (-14,4%).
A Alemanha liderou as compras no primeiro trimestre, com 1,563 milhão de sacas (-12,8%), seguida pelos EUA, com 1,390 milhão (-41,5%). Itália (1,182 milhão, +3,2%), Bélgica (713 mil, +15,4%) e Japão (612 mil, -29,7%) completam o ranking dos principais destinos do café brasileiro no período.
O arábica foi o principal produto exportado no primeiro trimestre, com 8,984 milhões de sacas (77,3% do total embarcado), embora em queda de 23,4% na comparação anual. Já os canéforas (conilons e robustas) somaram 1,284 milhão de sacas, com alta de 58,8% e participação de 11%, enquanto o segmento de solúvel alcançou 1,338 milhão de sacas (+4,1%), respondendo por 11,5% dos embarques.
O relatório completo das exportações de café do Brasil, com os dados de abril de 2026, está disponível no site do Cecafé.