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Chuva prejudica a qualidade do café arábica em Marechal Floriano (ES)

postado em 01/08/2017

2 comentários
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Da redação

A colheita de café no Brasil chegou em 73% do total até o dia 25 de julho, de acordo com levantamento semanal da consultoria Safras & Mercado. Porém, as chuvas ocorridas em Marechal Floriano, na Região Serrana do Espírito Santo, estão trazendo perdas para os produtores de café arábica, uma vez que, devido à umidade, os fungos atacam as plantas e afetam a qualidade do produto.

Foto: Ivan Padovani/Café Editora
                                     Foto: Ivan Padovani/Café Editora

Na região, apesar dos cafezais estarem carregados, a safra deste ano pode ser menor que a esperada, devido aos problemas climáticos. Segundo o engenheiro agrônomo do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), César Krohling, os fungos atacam quando os grãos de café começam a madurar, dando para ver, claramente, o processo de fermentação que ocorre. 

"Em casos específicos, como está acontecendo esse ano, os frutos nem amadurecem. Não amadurecendo, não tem fruto cereja para descascar, interferindo negativamente na qualidade do café", explicou ao portal de notícias da Globo. 

A colheita do arábica coincide com o inverno, quando o clima normalmente é seco. Mas, na Região Serrana, a estação do ano começou com excesso de umidade. Em junho, o município de Marechal Floriano registrou uma alta umidade do ar, entre 60% e 90%, e temperaturas baixas, em torno de 16,8 Cº. O volume de chuvas ficou entre 200 e 250 milímetros. 

De acordo com o engenheiro, o fungo ataca a casca do café, porque é onde encontra condições favoráveis para se desenvolver. "A casca, além de açúcar, tem muita umidade. O fungo não chega a atacar o grão, ele não perde peso, mas o processo de fermentação interfere na xícara", diz. 

Para Krohling, a recomendação é que os produtores façam uma colheita seletiva para separar os grãos de qualidade dos fermentados. "O grão fermentado tem a mesma densidade que o grão de qualidade. Aí, eles se misturam, são descascados e secados juntos,  depreciando o valor comercial da bebida", conta. 

A esperança é que a partir deste mês a umidade diminua e os grãos verdes amadureçam saudáveis. Para a safra 2017/2018 já era esperada uma safra reduzida, em função da seca que atingiu o Estado nos anos anteriores.

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Comentários

Walci Nunes Leitao

Santo Antônio do Amparo - Minas Gerais - Consultoria/extensão rural
postado em 02/08/2017

Todo ano as conversas são as mesmas: qualidade, peneiras, chuvas, safra baixa e preços abaixo dos custos de produção. Já tem vários produtores pensando em abondonar a atividade. 

Ademar Alves

Osasco - São Paulo - Indústria de café
postado em 03/08/2017

Com certeza os custos superam as receitas. A atividade se torna inviável.

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