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Produtores percebem que não teremos uma safra recorde em 2018

postado em 16/10/2017

18 comentários
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Boletim semanal Escritório Carvalhaes - ano 84 - n° 40
Se quiser consultar boletins anteriores, clique aqui e confira o histórico no site*
Santos, sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Depois das chuvas da semana passada, as floradas abriram nos cafezais do sudeste brasileiro e aconteceu o que antecipamos em nosso boletim semanal nº 40, de sexta-feira passada (06). Lá já prevíamos (destacamos aqui apenas um trecho, mas vale a pena reler em nosso site o comentário integral):“como boa parte dos cafezais perdeu um considerável volume de folhas com a seca e calor, as flores aparecerão melhor e darão um belo espetáculo para os fotógrafos. Apenas o espetáculo será bonito. Como os cafeeiros estão debilitados e com menos folhas que o normal, parte da florada será perdida”. No final da tarde de terça-feira (10) e no decorrer da quarta-feira (11), os smartphones de todos que trabalham no setor de café foram inundados por fotos de cafezais em flor das mais variadas regiões brasileiras.

Foto: Café Editora
                                                  Foto: Café Editora

É só ampliar as fotos e verificar que quanto mais bonita estiver, com as flores brancas sobressaindo, menos folhas o cafeeiro tem. Certamente parte da florada será perdida, mas teremos de aguardar até o final de fevereiro para uma estimativa mais realista de nossa safra de café 2018/2019. Os produtores já se conscientizaram que não teremos uma safra recorde.

As fotos impressionaram operadores de mercado fora do Brasil, sempre atrás de lucros em curto prazo e o resultado foi uma baixa de 420 pontos em Nova Iorque na quarta-feira (11), auge do “bombardeio” de fotos. No dia do feriado nacional no Brasil, a queda foi de 45 pontos e sexta-feira (13) as cotações voltaram para o campo positivo, com 10 pontos de alta.

Os cafeicultores brasileiros ficaram felizes com a abertura da florada, com o espetáculo, mas não se entusiasmaram, sabem o que os espera nos próximos meses. Nos últimos anos o uso dos smartphones e das redes sociais se tornaram mais uma ferramenta de uso diário para os agricultores e agora eles recebem e trocam informações em seus grupos de whatsapp, no facebook, no instagram, etc, e se informam rapidamente sobre tudo que acontece nas mais diversas regiões produtoras de café do Brasil. Assim, as fotos não impressionaram os produtores e quem esperava que as fotos levassem os produtores a intensificarem suas vendas, já percebeu seu engano. A qualidade dos programas de tradução de texto avança com bastante rapidez e não demorará muito para que as trocas de informações se internacionalizem.

Abrir uma florada nos cafezais depois das primeiras chuvas da primavera é natural e não uma surpresa. A surpresa da semana, a notícia surpreendente para os negócios de café, foi a divulgação pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), das exportações brasileiras de café em setembro último. Elas caíram em relação a agosto! O natural é ao contrário. O ano-safra brasileiro começa em primeiro de julho e todos os anos os volumes de café exportados pelo Brasil vão crescendo mês a mês a partir de julho e normalmente atingem os maiores números em novembro e dezembro.
O que preocupa mais é que os embarques dos primeiros meses de nossos “anos-safra” contêm os lotes recebidos das vendas físicas para entrega futura. Essas entregas praticamente já terminaram e poderão ainda contribuir com os embarques de outubro. Daí para frente nossos embarques dependerão apenas do dia a dia do mercado físico.

Em termos de ano civil (janeiro a dezembro), este ano dificilmente alcançaremos 30 milhões de sacas embarcadas. Para chegarmos a 30 milhões teremos de embarcar em média 3 milhões de sacas por mês nos últimos três meses do ano, o que não será fácil.

Esta semana, com a queda de 420 pontos em Nova Iorque na quarta-feira (11) e o feriado nacional, o mercado físico brasileiro de café permaneceu paralisado, praticamente sem negócios.

O Ceccafé informou que no último mês de setembro foram embarcadas 2.299.066 sacas de 60 kg de café, aproximadamente 25% (768.429 sacas) menos que no mesmo mês de 2016 e 12% (297.549 sacas) menos que no último mês de agosto. Foram 2.021.189 sacas de café arábica e 22.299 sacas de café conilon, totalizando 2.043.488 sacas de café verde, que somadas a 254.209 sacas de solúvel e 1.369 sacas de torrado, totalizaram 2.299.066 sacas de café embarcadas.

Até o dia 06, os embarques de setembro estavam em 324.754 sacas de café arábica, 2.440 sacas de café conilon, mais 27.124 sacas de café solúvel, totalizando 354.318 sacas embarcadas, contra 306.879 sacas no mesmo dia de agosto. Até o mesmo dia 6, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em setembro totalizavam 682.633 sacas, contra 502.880 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 06, sexta-feira, até o fechamento da sexta-feira, dia 13, caiu nos contratos para entrega em dezembro próximo 355 pontos ou US$ 4,70 (R$ 14,82) por saca. Em reais, as cotações para entrega em dezembro próximo na ICE fecharam no dia 06 a R$ 543,06 por saca, e,13, a R$ 527,40 por saca. Na última sexta-feira, nos contratos para entrega em dezembro a bolsa de Nova Iorque fechou com alta de 10 pontos.

*
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Comentários

Antonio Fernando Baccetti

Guaxupé - Minas Gerais - CONSULTOR EM ARMAZENAGEM
postado em 30/09/2016

Prezado Nelson;
Uma consideração sobre armazéns cheios ao final da safra!
Ao longo dos últimos 5 anos o armazenamento de café deixou de ser exclusivamente em sacas de 60 quilos e passou a ser em big bags, em sua maioria, e ou a granel.
Este ano podemos dizer que a maioria dos armazéns utilizou big bags, cuja consequência imediata foi a redução de capacidade em aproximadamente 60%.
Esta redução foi em razão da falta de planejamento de todos os operadores, que substituíram pilhas de café que chegavam a ter 8 metros de altura, por pilhas de big bags que possuem no máximo 3,8 metros de altura.
Fica assim explicado a falta de espaço e os armazéns cheios!!
Grande abraço

Baccetti

Carlos Alberto de Carvalho Costa

Muqui - Espírito Santo - Produção de café
postado em 13/12/2016

Parabéns ao Escritório Carvalhaes, que está brigando junto com alguns outros grupos contra esse famigerado Drawback, parabéns também ao deputado Evair Melo, que junto com outros deputados e senadores lutam incansavelmente contra a indústria, que sem pensarem em um futuro próximo estão querendo matar a galinha de ovos deles

Tarcísio Americano Barcelos

OUTRA - OUTRO - OUTRA
postado em 25/04/2017

Para o mero especulador é altamente interessante a volatilidade dos preços

Elder G. Baldon

Nova Venécia - Espírito Santo - Produção de café
postado em 25/04/2017

Sabe o que não entendo, esses caras, produzem café, Torrance café, só focam jogando de lá para cá papel.nós somos bobão mesmo, não conseguimos cortar essa dependência Via de escrava.

Paulo Peccini

OUTRA - Espírito Santo - Produção de café
postado em 31/05/2017

Imagino que o senhor Ministro Blairo Maggi não deve entender de produção de café, muito menos quanto aos riscos que essa importação pode trazer. Está dando declarações visando somente a indústria e esquecendo os produtores. Precisamos que as forças políticas favoráveis fiquem atentas pois o cargo de ministro é passageiro e a cafeicultura não.

willian trevizan

Araguari - Minas Gerais - Produção de café
postado em 01/06/2017

Já não chega o bicho mineiro que não dá sossego, agora estes políticos que não existe combate além do tempo para esta praga...lástimável...

LUIZ ANTONIO GOBEL

OUTRA - OUTRO - Produção de café
postado em 02/06/2017

Temos  que levar em conta o momento político do pais, que é totalmente desfavorável. Segundo: não existe uma política séria para a cafeicultura. Está em andamento, mas ainda sem resultados, apesar de estarmos em começo de safra . O que não podemos deixar é que os especuladores mandem neste mercado. O agricultor deve estar mais unido  agora e só vender quando o preçofor favorável e cobrar dos nossos políticos ações mais imedatas ao nosso favor. 


Geraldo Garcia de Meireles

Goiânia - Goiás - Provador de café
postado em 31/07/2017

Na falta de graves intempéries climáticas (secas e geadas), o que sempre provocou  oscilações no mercado de café foram, sem dúvidas, os boatos sobre previsões de safras e estoques remanescentes. Antigamente, um senhor lá de fora mentia descaradamente fazendo prognósticos de safras cafeeiras sem sair do seu país e tinha uma credibilidade incrível. Bem, aquele já não apita mais nada e hoje vivemos um momento tecnologicamente bem aparelhado, logo não deve ser tão difícil uma aproximação de números reais. A lei de oferta e procura nunca será revogada, mas que haja transparência nas informações e que as lideranças atuem de fato na defesa dos interesses justos da nossa tão sofrida cafeicultura.

Jose Eduardo Bicudo

Serra Negra - São Paulo - Consultoria/extensão rural
postado em 16/08/2017

Bom dia!
Acredito que a disposição de compra das exportadoras de café não é o suficiente para fechar bons negócios, pois em minha região temos os melhores cafés arábica do Brasil.
Esperamos melhores preços (R$ 580,00) para continuarmos a produzir e sobreviver.

eduardo

OUTRA - OUTRO - OUTRA
postado em 22/08/2017

O custo da saca de café por R$ 450,00 é muito bem feito, devido a quebra da safra. Vocês querem matar a galinha dos ovos de bronze. 

Marta da Silva Ferreira

Guaxupé - Minas Gerais - Produção de café
postado em 28/08/2017

Politicamente desgovernados, completamente impotentes diante do descalabro de preços que - só não vê quem não quer - são uma afronta ao produtor.  Vamos, ano após ano, amargando a falta de uma política séria, eficaz e competente.
Chegará o dia em que nós, produtores, poderemos dizer que o preço de venda de nosso produto é "x"? Baseado na verdade do nosso custo de produção? Desafiando quem está atrás de alguma mesa (chiquérrima) a honrar e respeitar nosso trabalho? Quero viver o bastante para ver isso... Enquanto isso, engulo à força vender barato para garantir o crédito, garantir a honra, garantir a migalha que proverá a árdua batalha de garantir a lavoura do ano que vem.

alexandre castro cambraia

Oliveira - Minas Gerais - Produção de café
postado em 06/09/2017

Tenho 38 anos e acompanho meu pai na cafeicultura desde pequeno. Estando há 12 anos na atividade como produtor, posso afirmar que os problemas e discursos são os mesmos há pelo menos 30 anos. 
Existe algum Deus capaz de modificar a situação? Ou nós, brasileiros, vamos finalmente enxergar que ser um país vendedor de commodities é o mesmo que ser um país escravo e fadado à pobreza e ao fracasso?
Devemos nos capacitar e nos industrializar, tornando o Brasil o maior fornecedor de café torrado do mundo!!!!

Julio Pedreira Pasandin

Monte Alto - São Paulo - Produção de café
postado em 08/09/2017

Para que ocorra o que o Sr.Alexandre Castro Cambraia colocou (e que está bem fundamentado), necessitamos de uma política drástica de exportações que determine a saída do café como produto industrializado e não como commodity. Para isso, teríamos que ter um parque industrial a altura, bem como marketing adequado e logística também. Seria um sonho, estaríamos quebrando com alemães, italianos, americanos, que vivem desta maravilhosa bebida correndo risco zero.

M j silva

Linhares - Espírito Santo - Produção de café
postado em 11/09/2017

É complicado...
Todos nós queremos uma melhoria, uma luz para tal problema, porém, diante de tanta desgraça na política, ficamos sem saber se teremos esses dias de glória ou se seremos para sempre escravos da má gestao que segue acomodando malas e malas para o seu próprio benefício. 

JUSCELINO FERRAZ DE ARAUJO

Guaxupé - Minas Gerais - Produção de café
postado em 19/09/2017

Essa é a realidade do produtor, cooperativa e indústria, faturando alto  - e muito alto - em cima do pobre cafeicultor. Trabalhar ganhando fácil, em salas climatizadas e viagens aos melhores lugares do mundo, esses são os nossos defensores? Até quando vamos aguentar?
Produtor, vamos nos reorganizar, senão...

rodnei p covre

itarana - Espírito Santo - Produção de café
postado em 26/09/2017

Nós, produtores, precisamos ter certeza de que as indústrias vão comprar o café e não apenas viver esperando o resultado da especulação do mercado financeiro.  Desta forma, nossa indústria se tornará mais forte na torrefaçao de café solúvel, trazendo valor ao nosso produto.

Marcelo Rodney de Souza

Lajinha - Minas Gerais - Produção de café
postado em 09/10/2017

Em nossa região a quebra passa de 50% em relação a 2016/2017. Muitos produtores estão fechando a safra com 30% de produção em relação ao ano anterior.
2017/2018 foi umas das safras mais baixas dos últimos anos.

Murilo de Freitas Ferracin

Monte Santo de Minas - Minas Gerais - Consultoria/extensão
postado em 16/10/2017

Infelizmente todos estes comentários e informações são válidas somente para nós, produtores, que estamos no dia- a-dia. Porém, para os atravessadores, pouco importa. Estamos em um mercado que o que roda não são os grãos e sim os papéis. Com isso, pouco importa se vai ter mercadoria ou não para honrarem, paga-se com papel.

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