Turismo no café melhora renda e visibilidade

Fazendas aderem ao setor do agroturismo e abrem suas portas para visitação. Em troca, aumento da lucratividade e produtos mais conhecidos.

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Por: Thais Fernandes

O agroturismo é a junção de dois negócios para agregar valor às atividades do campo e tornar conhecidas suas boas práticas. No Paraná, um dos projetos de referência no setor é a Rota do Café – PR. Desenvolvida pelo Sebrae do Estado, a Rota recebe contato de empresas que lidam diretamente com o café, entre elas, claro, as fazendas produtoras.

O Sebrae faz a ponte entre os produtos e as agências de turismo, além de oferecer capacitação contínua e divulgação. “Nós verificamos o atrativo relacionado ao café e passamos para os empreendimentos seus direito e deveres”, explica Sergio Garcia Ozorio, gestor do Projeto Turismo Norte Paranaense do Sebrae/PR.

Entre os requisitos para participar do projeto, estão o acesso à fazenda, funcionários com uniforme, banheiros e lixeiras, além de um guia (muitas vezes o próprio proprietário) para receber os visitantes e descrever a atividade que será desenvolvida. “Não é sempre que a visita inclui pernoite, então os dormitórios são só em alguns casos”.

Os principais objetivos de quem procura expandir as atividades para o turismo estão em angariar renda para si próprio ou, muitas vezes, para os próprios funcionários. “Tem muita gente que se interessa pela visibilidade que a visita dá ao seu café, e o que lucra vai para os funcionários da fazenda”, conta Sergio, que lembra que muitas fazendas aproveitam a possibilidade apresentar seus outros produtos aos visitantes.


Foto: Divulgação FAF


Na divisa dos estados de São Paulo e Minas Gerais, no município de Mococa, a Fazenda Ambiental Fortaleza (FAF) também aderiu ao turismo. Há cerca de 15 anos a família de Felipe e Marcos Croce recebe diversos grupos para visitação. “Em 2005, a minha mãe organizou a sede e as demais casas. A Fazenda já chegou a ter 50 famílias residindo. Nessa época começamos a receber turistas”, conta Felipe Croce.

Sobre o impacto da atividade para o empreendimento, Marcos Croce afirma que “O cultivo orgânico tem uma produção um pouco menor e a visitação é mais um fator para ajudar no ganho econômico da Fazenda”. Além do ganho financeiro, o turismo trouxe a oportunidade de disseminar os conceitos nos quais a Fazenda está baseada. “O cultivo orgânico é pouco conhecido. Os atrativos da fazenda são conhecer o que é a cultura orgânica, de fato”, completa.

O diferencial da FAF, segundo Marcos é o ideal de sustentabilidade praticado no local. A Fazenda recebe grupos entre 10 e 30 pessoas, e o contato é feito diretamente com os donos da propriedade que utilizam o site da Fazenda (http://www.fafbrazil.com/). “Os visitantes são desde o pessoal do café, passando por famílias, que vem para ter oportunidade de conhecer e ver como é uma fazenda que produz o que consome, até grupos de praticantes de ioga”, segundo Marcos.


Foto: Divulgação FAF

A época com mais procura de pessoas já envolvidas com a cafeicultura é entre julho e dezembro, mas as visitações ocorrem o ano todo. “Os preços variam de acordo com o número de pessoas e quantidades de dias e as atividades”, pontua.

Mais informações sobre a Rota do Café e como participar do projeto aqui.
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Equipe CaféPoint

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