Só 2% do café importado pela Espanha é de qualidade, segundo especialista

O dono de hospedaria e barista, Honorio García, disse que os bascos consomem uma qualidade aceitável de café, mas adverte que somente 2% do café importado pela Espanha é de qualidade.

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O dono de hospedaria e barista, Honorio García, disse que os bascos consomem uma qualidade aceitável de café, mas adverte que somente 2% do café importado pela Espanha é de qualidade.

Em declarações à agência EFE, esse “somelier” do bom café estimula os hoteleiros a aprender com os noruegueses e com os países que compram café de qualidade, como asiáticos e americanos, a começar a banir o café consumido no país que é de “baixíssima qualidade e não é saudável”, já que “chega a uma torra de 15% de seu peso em açúcar queimado”.

Na Espanha, 70% do café importado é de variedade robusta, que tem sabor amargo e terroso, e 28% é de café comercial com perfil não muito alto, com somente 2% sendo de qualidade.

García defende a educação do paladar, provando cafés bons e que se saia desse círculo de cafés comerciais. Para isso, estão sendo realizadas jornadas e campeonatos nacionais em torno dos cafés de qualidade, que reuniram 150 baristas, catadores e especialistas em Latte-Art, a arte de desenhar figuras sobre a superfície do café.

García, que é o coordenador desse evento, garante que esse tipo de bebida não é para um público minoritário, nem para baristas, mas sim, para todos os que querem desfrutar do prazer de tomar um bom café. Ele defende a profissionalização do setor e está convencido de que se tivessem mais baristas, os bares combateriam melhor a crise. Nesse sentido, assegura que o consumo de café aumenta se o hoteleiro preparar bem essa bebida, porque, assim, o cliente repete.

Quanto ao preço, ele disse que um café de qualidade não é muito mais caro que um comercial e disse que a diferença entre um e outro pode ser de 10 centavos.

Além disso, ele estimula descartar o consumo de açúcar quando se toma café de qualidade e garante que a forma da xícara também é importante, assim como acontece com o vinho. Nesse sentido, explica que a xícara deveria ser cônica, facilitar a caída e a absorção do café e evitar que se rompa seu creme, que é onde estão todos os seus óleos essenciais.

Para detectar se um café é de qualidade, aconselha prová-lo quente, deixá-lo esfriar e, se o sabor for igual ou melhor, é bom.

Quanto ao café consumido em casa, ele acha que falta cultura de café, porque “as pessoas pensam que tem que ser preto, amargo e forte”. Por isso, “compram cafés muito torrados ou misturas de robustas e, além disso, não fazem um bom preparo”.

Para melhorar essa bebida em casa, ele aconselha comprar o café em grão, moê-lo e tomá-lo na hora. Assim, adverte que nunca deve se consumir café feito no dia anterior.

A reportagem é da agência EFE, adaptada pelo CaféPoint
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