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Secretaria de Agricultura de MG pede apoio para enfrentar crise dos preços

POR EQUIPE CAFÉPOINT

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 15/04/2019

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Os últimos meses estão sendo de preocupação para os produtores por conta da queda dos preços da saca do café, em razão da safra recorde de 2018, que registrou 62 milhões de sacas, representando aumento de 38% em relação à produção de 2017, que ficou em 45 milhões de sacas.

Hoje, a saca de 60 kg é comercializada entre R$ 370 e R$ 380, e o preço mínimo estabelecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), parâmetro criado para manter o equilíbrio de mercado, é de R$ 362,57. Já o custo total de produção em Minas Gerais, calculado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), é de R$ 428,12 por saca no sistema de produção mecanizada e de R$ 501,33 no sistema de produção manual.

“Basta fazer uma conta simples para verificar que no ano passado, quando o preço de mercado do café verde chegou próximo de R$ 500 a saca, o produtor já vinha operando no limite. Agora, os cafeicultores mineiros, a maioria deles agricultores familiares, estão enfrentando uma grave crise financeira”, afirma Niwton Moraes, engenheiro agrônomo e assessor especial de Cafeicultura da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

Por conta disso, a secretária de Agricultura, Ana Maria Valentini, encaminhou na semana passada um ofício à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, reivindicando o apoio político a algumas providências mais imediatas para evitar um colapso no setor de produção. “Como medidas emergenciais, solicitamos à ministra que promova a intermediação junto aos agentes financeiros para a negociação de prazos para o pagamento de financiamentos e o lançamento de um contrato de opção de venda para o café”, detalha.

O contrato de opção de venda consiste em um acordo firmado entre produtores e o governo federal, por meio da Conab, que prevê a aquisição de lotes a um preço previamente definido para possível entrega no próximo ano. Caso seja acatado, o contrato irá permitir que os cafeicultores mineiros tenham a opção de vender a produção para a Conab se o valor de mercado estiver menor do que o negociado com o governo. “Isso foi feito em 2013, quando a cafeicultura passava por uma situação parecida com a de agora. Sem o apoio do Ministério, os produtores correm sério risco de enfrentar dificuldades para honrar com os compromissos domésticos e também para formar a lavoura do ano que vem”, afirma Niwton.

As informações são da SEAPA – Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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