A produção brasileira de café já foi prejudicada por uma seca severa nos primeiros três meses de 2014. Choveu em julho, mas agora que outubro começou, está na hora de os cafezais de arábica florescerem, sendo que, para isso, precisam de umidade. Sem chuvas, as flores podem cair sem produzir cerejas, que serão, depois, colhidas como grãos.
O surpreendente resultado das eleições presidenciais no Brasil ocorridas no último final de semana pode também ter algo a ver com os futuros do café. O Real brasileiro valorizou-se contra o dólar dos Estados Unidos após o candidato pró-negócios, Aécio Neves, desafiar a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff nas eleições com 33% dos votos no primeiro turno, forçando a realização de um segundo turno das eleições.
Neves comprometeu-se a reduzir a inflação e, a especulação de que ele pode ganhar as eleições deu à moeda brasileira um impulso – outro fator que tem aumentado os preços do café.
Os grãos de café arábica são responsáveis pela maioria do café do mundo e são considerados superiores à variedade robusta. O Brasil é fonte de cerca de um terço do café do mundo e metade do café arábica. No entanto, no lado bom da situação, a Colômbia espera que sua produção de café alcance o maior volume em 20 anos na próxima colheita, fornecendo um alívio à situação do Brasil.
A reportagem é do http://qz.com. / Tradução por Juliana Santin