Restrição dos períodos de chuva dificulta a expansão da irrigação

O coordenador geral de desenvolvimento de instrumentos de política de irrigação do Departamento de Política de irrigação do Ministério da Integração Nacional (MIN), Cristiano Egnaldo Zinato disse, em palestra realizada durante a Fenicafé, que uma das maiores dificuldades hoje para a expansão das áreas das culturas irrigadas no Brasil é a restrição dos períodos de chuva. "Além disso, a concorrência pela água é muito acirrada. A lei prioriza o consumo humano e animal. Não estamos entre os setores privilegiados. Pelo contrário. Somos um dos mais frágeis, pois consumimos grandes quantidades de água em períodos de escassez", apontou.

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O coordenador geral de desenvolvimento de instrumentos de política de irrigação do Departamento de Política de irrigação do Ministério da Integração Nacional (MIN), Cristiano Egnaldo Zinato disse, em palestra realizada durante a Fenicafé, que uma das maiores dificuldades hoje para a expansão das áreas das culturas irrigadas no Brasil é a restrição dos períodos de chuva. "Além disso, a concorrência pela água é muito acirrada. A lei prioriza o consumo humano e animal. Não estamos entre os setores privilegiados. Pelo contrário. Somos um dos mais frágeis, pois consumimos grandes quantidades de água em períodos de escassez", apontou.

O novo Código Florestal aprovado em 2012 abriu a possibilidade de projetos de irrigação serem considerados como de utilidade social. "Mas é raro ouvirmos falar de emissão de licença ambiental para construção de reservatório de água destinado à irrigação. É importante vocês, produtores rurais e cafeicultores, se organizarem para pedir a alteração de um decreto que considera a construção de barragens para irrigação como de pouca utilidade social. As grandes companhias energéticas, por exemplo, são muito bem organizadas e têm grande influência na tomada de decisões", salientou Zinato.

A construção de qualquer reservatório provoca impactos ambientais negativos. "Mas, a natureza é sábia. Ela sabe se adequar, e podem ser adotadas medidas de compensação que mitigam os impactos. Por que as construções de rodovias, por exemplo, que provocam impactos ambientais irreversíveis, obtêm as licenças ambientais, e raramente são liberadas construções de reservatórios para irrigação?", questionou.

É necessária a organização dos produtores rurais no sentido de buscarem a implementação de incentivos fiscais para a irrigação. Vários setores têm sido desonerados, e a irrigação poderia ser mais um deles. Os equipamentos para os irrigantes, por exemplo, poderiam contar com benefícios fiscais, isenção de impostos. "Mas vocês têm que ir lá e pedir. Vocês que fazem a política. Não é só pelo voto que conseguimos as coisas não", comentou.

Benefícios da Irrigação

O palestrante citou outros benefícios da agricultura irrigada para o desenvolvimento econômico, social e ambiental. Entre eles, destacam-se:

- redução do aquecimento global, pois diversas culturas sequestram gás carbônico
- gera mais empregos contínuos em comparação às culturas de sequeiro
- grande ganho social para o trabalhador rural, que estaria empregado de forma integral, e não mais de forma sazonal
- e, por fim, favorece a extensão rural, pois exige uma mão-de-obra mais qualificada que aquela que trabalha nas culturas de sequeiro.

A Fenicafé é promovida pela Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA) e Federação dos Cafeicultores do Cerrado, com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Embrapa Café, Prefeitura e Câmara Municipal de Araguari.

As informações são da Agência Safras
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