Região do Sudoeste Mineiro em estado de emergência contra broca do café

O combate às pragas se intensificou na região do Sudoeste Mineiro após a proibição do agrotóxico Endolsufan. Para amenizar o problema, o Ministério da Agricultura decretou estado de emergência fitossanitária em Minas Gerais. A medida, publicada no Diário Oficial da União é relativa ao risco iminente de surto pela infestação da praga Hypothenemus hampei, a broca do café.

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O combate às pragas se intensificou na região do Sudoeste Mineiro após a proibição do agrotóxico Endolsufan. Para amenizar o problema, o Ministério da Agricultura decretou estado de emergência fitossanitária em Minas Gerais. A medida, publicada no Diário Oficial da União é relativa ao risco iminente de surto pela infestação da praga Hypothenemus hampei, a broca do café.

Segundo o diretor da FAEMG e presidente das comissões de Café da entidade e da CNA, Breno Mesquita, o decreto derruba obstáculos burocráticos na adoção de medidas emergenciais e na busca por alternativas de médio e longo prazo para o problema: “A praga ganhou força após a proibição do Endolsufan, única substância eficiente para o controle. O estado de emergência retira uma série de entraves na busca por outros produtos que o substituam”.

De acordo com o instrutor do SENAR MINAS, Almir Claret, a proibição do Endosulfan foi pertinente, pois é um produto ultrapassado com mais de 30 anos de mercado e com impacto ambiental alto e baixa seletividade para inimigos naturais como a "Vespa de Uganda" (Prorops nasuta) que é parasitóide da broca do café. Existem pesquisas que trabalham no desenvolvimento de uma nova molécula que controla a praga de forma satisfatória, inclusive vindo ao encontro do manejo integrado.

Manejo de pragas

Segundo o educador cooperativista da Cooperativa Regional dos Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso (Cooparaíso), Ilson José Aparecido, uma alternativa para os produtores e trabalhadores da região neste momento é participarem do curso de Manejo de Pragas e Doenças, oferecido pelo SENAR MINAS em parceria com a Cooparaíso. “O curso promove a capacitação e ajuda os produtores a obter resultados satisfatórios no combate de pragas e doenças em plantações.”

Efeitos graves

De acordo com o pesquisador da Fundação de Ensino Superior de Passos (FESP), Juliano Fiorelini Nunes, embora efetivo e barato, o Endosulfan provoca efeitos graves na saúde dos trabalhadores rurais e nas comunidades onde é aplicado (problemas especialmente no sistema reprodutivo e endócrino). “O seu banimento da agricultura brasileira e de mais de 100 países pelo mundo é uma medida acertada. Entretanto é preciso adotar medidas de controle emergenciais contra a broca. O decreto ajuda na desburocratização do processo, mas deve haver atenção para não trocar um produto tóxico por outro de igual periculosidade ou ainda pior”, diz.

Uma das alternativas científicas para o controle da praga, sugerida pelo professor, é construir armadilhas que atraem as fêmeas adultas contendo mistura de álcoois. Essas armadilhas, que podem ser confeccionadas pelos próprios produtores, foram patenteadas pelo Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) e seu modelo pode ser encontrado no site www.iapar.br. Embora não tenham sido testadas cientificamente na região do sudoeste mineiro, seu uso apresenta uma redução da população da broca, se aplicado conforme orientação. “Além de ser ecologicamente correta, pode ser uma medida interessante, especialmente para pequenos produtores, pois sem dúvida ajudará a diminuir os danos enquanto não se encontram alternativas químicas viáveis”, afirma Juliano.

De acordo com o gerente da Regional do Senar Minas em Passos, Rodrigo Diniz, as práticas agrícolas corretas favorecem o bom desempenho da produção, desta forma, o curso “Manejo de Pragas e Doenças” contribuirá para o combate de eventuais danos à produção cafeeira regional.

As informações são de Étory Zaghi, de Passos, veiculadas pela FAEMG
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Albino João Rocchetti
ALBINO JOÃO ROCCHETTI

FRANCA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 27/03/2014

O Endossulfan era usado no café em doses baixas (1 a 2 l/ha), apenas duas vezes ao ano. Portanto, pelo menos no café, o seu uso não causava tantos danos como se divulga. Aos que defendem o seu banimento, pergunto: quantos casos comprovados de intoxicação pelo produto na cafeicultura?.Se o produto tinha mais de 30 anos de uso é porque era eficiente e pouco danoso. Se este foi o motivo principal, então a Aspirina teria que ser banida do uso em humanos, pois tem muito mais de trinta anos. Certamente outros "interesses" pesaram nesta proibição,Ninguém pensou no grande prejuízo prestado à cafeicultura do país.
EDSON GREGORIO
EDSON GREGORIO

GUAXUPÉ - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 27/03/2014

BUROCRACIA OU DESPREPARO DAS AUTORIDADES DA ÁREA DA AGRICULTURA ?

QUEM PAGA O PREÇO É SEMPRE O AGRICULTOR!!!!!
hugo velez montes
HUGO VELEZ MONTES

PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 27/03/2014

quiero comentarles que aca en Guatemala el problema de la broca se ha resuelto en porcentajes muy altos con el uso de  las trampas,no se  volvio a usar el endosulfan..