Rali nas cotações não é evento inesperado para a OIC

As cotações internacionais do café que vinham em contração nos últimos três anos passaram a disparar na virada de 2013 para 2014 e acentuaram o movimento de alta em fevereiro. Mas, em entrevista exclusiva à Agência SAFRAS durante um intervalo da Fenicafé 2014, evento que teve início hoje em Araguari, no cerrado de Minas Gerais, o diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Robério Oliveira Silva, salientou que o rali não foi e não é um evento "inesperado".

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As cotações internacionais do café que vinham em contração nos últimos três anos passaram a disparar na virada de 2013 para 2014 e acentuaram o movimento de alta em fevereiro. Mas, em entrevista exclusiva à Agência SAFRAS durante um intervalo da Fenicafé 2014, evento que teve início hoje em Araguari, no cerrado de Minas Gerais, o diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Robério Oliveira Silva, salientou que o rali não foi e não é um evento "inesperado".

Segundo o dirigente máximo da entidade, a OIC vinha alertando através de seus relatórios mensais que o equilíbrio entre a oferta e a demanda mundial é "bastante precário". Para a temporada 2013/14, que iniciou no último mês de outubro e se estenderá até setembro deste ano, a Organização Internacional do Café (OIC) estima a produção global de café em 145,8 milhões de sacas, alta de apenas 0,5 por cento ante as 145,1 milhões da temporada anterior.

A produção da variedade robusta deve ter um crescimento de 7,2 por cento, para 60,3 milhões de sacas, enquanto a produção de arábica foi projetada em queda de 3,8 por cento, para 85,4 milhões de sacas. Os últimos dados da OIC sobre o consumo são de 2012/13, quando a demanda cresceu para 142 milhões de sacas, alta de cerca de 2,4 por cento em relação ao ciclo anterior.

A OIC avalia através de seu diretor-executivo que os preços do café estavam muito baixos e já era esperada uma correção nas cotações, que tiveram agora recentemente como seu grande catalisador a estiagem no cinturão produtor de café do Brasil. Essa situação levou os indicadores de preços da OIC a registrarem a maior alta para um único mês desde 1977. "Como o mercado ainda não tem condições de avaliar os efeitos dessa estiagem sobre a produção de café e ainda sobre outros países que também estão com problemas, acredito que o mercado segue com viés de alta, ou pelo menos vai continuar nestes níveis de agora. Além disso, acho que entramos de fato num ciclo virtuoso para a produção de café", frisou Silva.

O rali nas cotações internacionais do café não pegou a OIC de surpresa. "Nós já advertíamos nos nossos relatórios que os números de produção e consumo estavam muito próximos e que qualquer problema na oferta poderia causar isso aí", finalizou o diretor-executivo da OIC.

As informações são da Agência Safras, adaptadas pelo CaféPoint
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Carlos Alberto de Carvalho Costa
CARLOS ALBERTO DE CARVALHO COSTA

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 20/03/2014

Ninguém esperava pelos especuladores de plantão nem pela previsão fajuta do IBGE, temos que explicar para eles e para todos que as chuvas que estão caindo agora não adianta mais nada, pois os grãos chochos não enchem mais.
EDSON GREGORIO
EDSON GREGORIO

GUAXUPÉ - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 20/03/2014

ótimo para os produtores que vinha sofrendo som as baixas de preço.

agora é cuidar bem das lavouras , pois acho que os preços devem permanecer bom para 2014 e 2015.