Herszkowicz afirma que a combinação de diferentes tipos de grãos, vindos de diversas partes do Brasil, compõe uma enorme variedade de tipos de café disponibilizados pelo mercado brasileiro. "Com o desaparecendo do café paranaense, haverá uma redução no mix de produtos disponíveis no mercado", lamenta o diretor-executivo da Abic. Ele completa que o Paraná é de extrema importância na composição de marcas consagradas. O especialista afirma que essa perda de blends não é só um "privilégio" do Paraná, já que o estado de São Paulo também tem perdido área de produção de café.
Foto: Divulgação-PROMPERU
O diretor da Abic completa que nesse processo de redução de área e produção no setor cafeeiro também se perdem segredos industriais, já que o café possui características de acordo com o local onde é produzido. Herszkowicz lembra que somente a produção de cafés especiais está segura no Paraná, o que não se aplica à produção dos cafés tradicionais. "A crise é preocupante."
O desabastecimento das indústrias cafeeiras é outra preocupação do dirigente. Segundo ele, o Paraná é o terceiro estado com o maior número de indústrias que atuam no setor. Com essa queda na produção, o resultado é a perda de força dessas indústrias na capacidade de suprimento ao mercado. "Se continuar assim, muitas empresas terão que comprar matéria-prima de outros estados, o que será ruim para o setor", prevê o especialista.
Herszkowicz destaca o bom trabalho realizado pelo Iapar e o Emater na condução das lavouras de café do Paraná na tentativa de melhorar as condições da cafeicultura do Estado. "A reversão dessa situação está a caminho e nas mãos dessas instituições que são exemplos no fomento da atividade", completa. (R.M.)
As informações são da Folha de Londrina