Prorrogado estado de emergência fitossanitária contra a broca do café em MG

De acordo com o Superintendente de Insumos da Cooxupé, lideranças do setor pretendem pressionar para que medida seja mantida e ampliada.

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Por Thais Fernandes

O prazo de vigência do estado de emergência fitossanitária, relativo ao risco iminente de surto pela broca do café (Hypothenemus Hampei), foi prorrogado em Minas Gerais por mais um ano. A extensão do prazo foi publicada nesta quinta-feira (19/3), no Diário Oficial da União (DOU), Portaria nº 80, assinada pela ministra Kátia Abreu. Com isso, foi concedida uma autorização emergencial e temporária à DuPont para importar o produto que possui como ingrediente ativo o Ciantraniliprole, que combate a praga nas lavouras.

De acordo com o Superintendente de Insumos da Cooxupé, José Eduardo, lideranças do setor pretendem pressionar para que medida seja mantida e ampliada. “As lideranças buscaram resolver este problema em tempo hábil. Conseguimos isso, já que o prazo havia terminado no último dia 13 e já foi prorrogado agora”, comentou ele, com exclusividade, ao CaféPoint ao saber que a medida havia sido publicada oficialmente, durante a Femagri -Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas realizada pela Cooxupé.

A Faemg, juntamente com a Comissão Nacional do Café, Conselho Nacional do Café e Secretaria de Agricultura de MG informaram que também trabalharam intensamente para que o prazo fosse prorrogado. Como o Ciantraniliprole ainda não teve seu registro definitivo no Brasil, a Secretaria de Agricultura do Estado de Minas Gerais solicitou ao Mapa a prorrogação do prazo de emergência fitossanitária e a Epamig enviou todo embasamento técnico para possibilitar a ampliação do prazo.

De acordo com o diretor da Faemg e presidente das comissões de Cafeicultura da entidade e da CNA, Breno Mesquita, a grande preocupação do setor produtivo, inclusive devido à importância da cafeicultura em Minas, era que, ao término dos 12 meses concedidos anteriormente pelo governo, não fosse possível prorrogar o estado de emergência: “Agora nosso objetivo é trabalhar para que esta medida venha se tornar definitiva e que outros produtos sejam ofertados no país para combater a broca do café”.

Muitos produtores ainda devem aplicar o produto ao longo do primeiro semestre, segundo José Eduardo. “Temos notícias de algumas lavouras que ainda vão precisar controlar a broca, abril a dentro”, aponta. A broca é uma das principais pragas que atacam os cafezais, impactando diretamente no grão que será comercializado. Para cada 5% dos frutos atacados pela praga, até 1% dos grãos apresenta defeito, interferindo diretamente na qualidade da bebida e, consequentemente, no preço recebido pelos cafeicultores. Além disso, a broca pode causar perdas quantitativas, em casos graves de infestação máxima, atingindo 12 quilos em cada saca beneficiada de 60 quilos.
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