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Propostas do CNC na Organização Internacional do Café buscam alavancar consumo global da bebida

POR EQUIPE CAFÉPOINT

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 05/03/2021

2 MIN DE LEITURA

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O Conselho Nacional do Café (CNC) participa ativamente da Força-Tarefa Público-Privada do Café (FTPPC), a nova instância de trabalho da Organização Internacional do Café (OIC). Como membro de três grupos de trabalho (Transparência de Mercado; Produção, Fornecimento e Consumo Sustentável e Renda Próspera e de Bem-Estar), a entidade busca a construção do posicionamento brasileiro sobre temas sensíveis e com grande potencial de impactar o dia a dia dos cafeicultores.

Dentro da OIC, o CNC possui uma agenda propositiva voltada ao aumento do consumo global de café e ao aprimoramento das estatísticas. “Desde a instalação da Força-Tarefa, observamos um ganho de agilidade e aumento da participação do setor privado na Organização, entretanto, também estamos atentos à internalização de algumas pautas irracionais, que visam à premiação de ineficiências”, alerta o presidente do Conselho, Silas Brasileiro.

Um exemplo é a pauta da diversidade de origens, com algumas proposições que visam ao constrangimento de torrefadores internacionais para aumentarem suas compras de países produtores, com menor nível de eficiência, em detrimento de Brasil e Vietnã.

Em contato estreito com a Representação dos Organismos Internacionais Sediados em Londres (Rebraslon), com o grupo agrícola do Brasil e com as demais representações do setor privado do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), o CNC conseguiu evitar o avanço dessa pauta.

“Somente com investimentos em pesquisa, tecnologias e assistência técnica, a exemplo do que o Brasil tem feito, haverá melhoria na condição de vida dos cafeicultores e uma produção global sustentável. Atalhos para essa realidade nos parecem tentativas de intervir no livre mercado, uma atitude que não cabe à OIC”, argumenta Silas Brasileiro.

Outra conquista foi a inclusão de um pilar de trabalho específico na FTPPC para a promoção do consumo de café, com foco nos países produtores e mercados asiáticos. “A atuação do CNC, em defesa do equilíbrio entre oferta e demanda, foi fundamental para a revisão da agenda proposta por ONGs, que visavam apenas à expansão da produção de café”, informa.

O presidente revela que, com base na argumentação do CNC, a revisão e a implantação do Guia da OIC para a Promoção do Consumo Doméstico de Café também será uma prioridade. Essa metodologia também poderá ser aplicada nos países asiáticos, onde o potencial de crescimento do consumo é enorme.

“Como sempre defendemos nas reuniões da OIC, o aumento do consumo global de café deve ser uma política prioritária, pois beneficia todos os países e possibilita o alcance de preços remuneradores aos cafeicultores das mais diversas origens produtoras”, conclui Silas.

As informações são do CNC.

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