Somente no ano passado, o empreendimento produziu 28 mil sacas de café in natura. Desse volume, 70% foram exportados para países como Estados Unidos, Japão e Itália. “Nós somos certificados como orgânicos e temos o Fair Trade, que valoriza o nosso café e nos permite entrar no mercado internacional”, diz o contador da Coopfam, Luiz Silvânio dos Reis Júnior, 28, que participou da Feira de Negócios em Supermercados – Apas 2014, em São Paulo.
Durante a Apas 2014, que ocorreu de 5 a 8 de maio, os agricultores da Coopfam levaram seus produtos ao público, estimado em 70 mil visitantes. O espaço do governo federal durante a feira, organizado pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), apresentou o trabalho de seis empreendimentos da agricultura familiar que foram selecionados por meio do programa Brasil Orgânico e Sustentável.
Foto: Germer Porcelanas
Mas foi há menos de um ano que a Coopfam investiu em um projeto inovador, passando a industrializar os grãos. “Investimos na industrialização para agregar valor à matéria-prima dos nossos agricultores e manter no mercado interno um café de qualidade superior, tipo gourmet”, conta Luiz. Hoje, a marca Café Familiar da Terra tem três tipos: o orgânico feminino, o orgânico e o sustentável.
A cooperativa surgiu a partir dos esforços de produtores e líderes religiosos do município de Poço Fundo, a 400 quilômetros de Belo Horizonte (MG) para combater a evasão no campo. “Era conhecido como pastoral da terra, onde produtores e lideranças da igreja combatiam o êxodo rural e tentavam melhorar a forma de comercialização do café e a renda dos produtores. Em 1986, foi fundada a Associação dos Pequenos Produtores de Poço Fundo e, em 2003, foi criada a Coopfam”, conta Luiz. Vinte e oito anos depois, o empreendimento conta com 320 famílias cooperadas e mais 30 famílias envolvidas na produção do grão.
Café Familiar da Terra
Fruto da união de 60 mulheres da cooperativa, o café orgânico feminino faz parte das novidades da marca que a Coopfam está apresentando até o dia 8 de maio, no 30° Congresso e Feira de Negócios em Supermercados (Apas), em São Paulo (SP).
“Este é um café produzido em pequenos lotes. A qualidade é diferenciada e, no processamento, fazemos uma torra um pouco mais clara para ficar mais suave. O café orgânico, por sua vez, é cultivado sem agrotóxico e demanda um manejo mais cuidadoso. Por ser totalmente natural a produção é menor. Já o sustentável é o café convencional. Porém, temos uma lista de agrotóxicos que não podem ser usados na propriedade, visando uma melhoria tanto no produto quanto para a saúde do cooperado”, destaca o contador.
As informações são do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)