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Produtores de café da América Central enfrentam grande desafio durante pandemia

POR EQUIPE CAFÉPOINT

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 10/07/2020

1 MIN DE LEITURA

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A Organização Internacional do Café (OIC) reconheceu os imensos desafios dos agricultores da América Central à medida que o coronavírus atinge o mercado global.

José Sette, diretor-executivo da OIC, afirmou em entrevista que compartilha as preocupações crescentes dos produtores latino-americanos com a queda nos preços e a notícia da saída da Guatemala. “Estamos muito tristes com esta notícia. Já vimos membros saindo e voltando no passado, e nossa porta está sempre aberta para a Guatemala”, afirmou.

A América Central e o México produzem cerca de um quinto dos suprimentos globais de arábica. Os preços dos grãos especiais e de commodities caíram, já que muitos cafés nos países desenvolvidos permanecem fechados devido às restrições de combate ao coronavírus adotadas pelos governos.

“Entendo a frustração dos agricultores da região. Eles estão enfrentando imensos desafios agora, mas temos que reconhecer que não há soluções simples”, afirmou Sette. Embora a OIC administrasse um esquema de cotas de exportação, o diretor-executivo observou que desistiu disso décadas atrás e não tem mais voz direta sobre suprimentos, acordos comerciais ou preços.

José Sette argumentou que a OIC reúne países produtores de café e compradores do setor privado em uma tentativa de promover melhores preços para os agricultores. A vizinha Honduras, o maior produtor de café da América Central, criticou a organização.

O governo hondurenho está considerando ativamente sair da OIC ou refazer seu relacionamento com o órgão, disse à Reuters o principal funcionário do café de Honduras, Omar Funez.

Para José Sette, a OIC oferece um “fórum único” para promover a transparência nas compras de grandes torrefadores de café como forma de promover o café sustentável, além de incentivar os consumidores a apoiar uma indústria saudável em suas compras. Segundo ele, um novo acordo internacional para o café, que substitui o que deve expirar em fevereiro, está em discussão e deve integrar melhor os governos ao setor privado.

"O que queremos fazer é tentar criar as condições em que os dois lados se reúnam e trabalhem juntos para encontrar maneiras de melhorar a subsistência dos agricultores", explicou Sette.

As informações são da Reuters / Tradução Juliana Santin

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