Produtor e engenheiro desenvolvem automação para secador de café
Com a invenção, os produtores conseguem secar em torno de três sacas de café sem a necessidade de funcionários acompanhando todo o trabalho.
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A ideia veio do produtor rural Luiz Flávio Teixeira Ribeiro, que tem uma fazenda em Cambuquira, onde produz, junto com o irmão Antônio Mauro Ribeiro, cerca de 80 hectares de café. Luiz Flávio conta que, até a instalação do dispositivo de monitoramento, o setor de beneficiamento da fazenda dava muito prejuízo. "Para suprir a mão de obra, a gente teve que investir nessa tecnologia de secagem", diz o produtor.
Desenvolvido com a ajuda do engenheiro eletrônico José Manoel de Oliveira Medeiros, o equipamento fica ao lado da secadora de grãos e funciona por meio de sensores instalados em diferentes pontos da máquina. Quando ocorre qualquer problema, como superaquecimento ou rompimento de correias, o funcionamento do secador é interrompido e uma mensagem de celular é disparada com informações sobre a causa da falha.
"É como se tivéssemos uma inteligência artificial, que controla e comanda todo o processo de secagem, que pode ser programado de acordo com a secagem que o produtor quer", explica o engenheiro.
Com a invenção, os produtores conseguem secar em torno de três sacas de café sem a necessidade de funcionários acompanhando todo o trabalho, que pode durar até dois dias. O secador artificial de café já está disponível no mercado e custa entre R$ 4 mil e R$ 9 mil.
Reportagem: G1 Sul de Minas - Jornal da EPTV 2ª Edição
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EM 28/09/2014