Preços em vigor não refletem realidade do mercado, afirma Carlos Paulino

O presidente da Cooxupé participou de Fórum de Logística em SP e afirmou que atraso na colheita não deve afetar gastos neste setor.

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Por Thais Fernandes

Os preços do café na safra 2015 não têm sido suficientes para pagar as contas dos produtores brasileiros, é o que afirma o presidente da maior cooperativa brasileira de café, a Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé Ltda (Cooxupé). Carlos Alberto Paulino foi um dos convidados para o debate no Fórum de Logística realizado pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

Para Carlos Paulino, os atuais preços não cobrem os custos de produção de maneira satisfatória. “Preços que estão vigorando hoje não estão refletindo a realidade do mercado”, afirmou o presidente. “Os produtores que podem segurar seus produtos, não estão colocando café no mercado mesmo”. Ainda segundo Paulino, a tendência é que esta estratégia se mantenha entre os cafeicultores brasileiros.

Ainda durante o evento, que ocorreu nesta terça-feira (4/8), Paulino falou sobre estratégias para reduzir custos com logística. Entre elas, a substituição de sacas e big bags por transporte a granel. “Até alguns anos atrás, todo o café era transportado em sacarias. Isso onerava demais e está ficando cada vez mais difícil. Antes, seis funcionários demoravam 48 minutos para encher um caminhão. Hoje, um funcionário com 22 minutos carrega um caminhão”, explica. De acordo com Paulino, o atraso na colheita da Cooxupé para a safra 2015, que chega a 22%, não afetará os gastos com logística já que as vendas são efetuadas em longo prazo.

Confira trecho da fala de Carlos Paulino:





Dólar

No mercado do agronegócio a alta do dólar tem trazido sustentação aos preços e abertura de mercado internacional. Contudo, a importação de grande parte de defensivos e matérias utilizadas pelos produtores brasileiros, coloca em dúvida o lado positivo da elevação da moeda norte-americana.

A dúvida foi levantada pelo consultor Marcus Magalhães, que acredita que a tendência é que a alta do dólar tenha resultado negativo, ao menos em curto prazo. “Eu acho que hoje a alta é um pouco mais vilã, já que os custos de produção sobem mais do que o mercado está subindo os preços”, conclui.

Confira as cotações cafeeiras no Mercado Físico e Futuro.
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Equipe CaféPoint

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