A drástica queda na produção de café em países como Brasil, Peru e México, somada a problemas de ferrugem registrados na América Central, está levando o preço interno do café da Colômbia, desde 5 de março, a superar a barreira dos 800.000 pesos (US$ 396,22).
Somando-se a isso o fato de as condições climáticas nessas regiões cafeeiras da América Latina não estarem nas melhores, muitos especialistas econômicos previram que o preço interno do café poderia chegar a 1 milhão de pesos (US$ 495,28) no mês de maio em média, se a tendência registrada nas últimas semanas continuar.
Isso tem gerado uma avalanche de especulações com relação ao futuro do preço do café, situação que aos olhos da Federação Nacional de Cafeicultores não é saudável para o setor.
O representante de Huila ante o Comitê Nacional de Cafeicultores, Fernando Castro Polanía, ressaltou que prever esse aumento de preços até maio, como têm feito muitos especialistas no mercado, é irresponsável e pouco real, devido ao fato de o preço do grão ser absolutamente volátil e a fatores internacionais que incidem diretamente no preço interno do produto da Colômbia.
Inclusive, o ideal é que o preço se mantenha estável e não supere barreiras de preços tão elevadas, posto que o valor do café, assim como sobe, também tem que baixar, o que gera inconvenientes ao bolso dos produtores.
“Creio que com o que estamos vendo, está sendo ratificado que o preço do café é algo imprevisível, pois no dia de ontem baixou cerca de nove centavos, é algo muito volátil, absolutamente especulativo, devido ao fato de nesse mercado de commodities ser muito difícil fazer projeções considerando que o fator que mais influencia no preço interno do grão é a cotação na Bolsa de Nova York. Se a isso se soma o fato de que a desvalorização tem mantido o preço do dólar em 2.042 pesos, mas tem uma dependência direta com a economia internacional, de forma que não podemos prever quando o preço do café superaria o um milhão de pesos”, disse Polanía.
De acordo com o relatório diário da Federação Nacional de Cafeicultores, a carga de 125 quilos de café pergaminho seco em Neiva está hoje em 780.500 pesos (US$ 386,56), valor inferior ao registrado na sexta-feira passada, quando o preço chegou a 813.250 pesos (US$ 402,78).
Para ele, o ideal é que o preço do café se mantenha estável, inclusive, entre 800.000 e 900.000 pesos (US$ 396,22 e US$ 445,75) por carga. Ele disse que assim como o preço pode subir, pode baixar novamente para 400.000 pesos (US$ 196,11) como ocorreu no ano passado. “Na América Central, países como México e Costa Rica estão muito afetados pelas mudanças climáticas, assim como Peru e Brasil; esse último país teria uma redução em8sua colheita de cerca de 26% e isso beneficia o preço. Porém, não podemos desconsiderar que em muitas regiões cafeeiras do país também tem chovido demais. Em regiões como Antioquia e Tolima o inverno tem se intensificado e isso de alguma maneira afetaria a maturação do grão, de forma que não podemos confiar”.
Finalmente, ele sugeriu aos cafeicultores que aproveitem a conjuntura de bons preços, tendo em conta que não se sabe por quanto tempo será.
A reportagem é do http://www.lanacion.com.co, adaptada pelo CaféPoint
Preço do café poderia superar um milhão de pesos na Colômbia
A drástica queda na produção de café em países como Brasil, Peru e México, somada a problemas de ferrugem registrados na América Central, está levando o preço interno do café da Colômbia, desde 5 de março, a superar a barreira dos 800.000 pesos (US$ 396,22).
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