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Pesquisadoras da Embrapa investem em pesquisa para eliminar bicho-mineiro

POR EQUIPE CAFÉPOINT

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 17/07/2020

4 MIN DE LEITURA

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A equipe das pesquisadoras Erika Albuquerque e Juliana Dantas de Almeida, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF), estão pesquisando sobre uma forma de acabar com o bicho-mineiro nas lavouras.

Nem mesmo a pandemia de Covid-19 afastou as duas biólogas das idas e vindas ao laboratório, à casa de vegetação e ao experimento de campo, instalado na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), sempre seguindo as normas de distanciamento social da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da própria Embrapa.

Erika e Juliana, em parceria com o pesquisador Adriano Veiga, da Embrapa Cerrados, montaram uma escala de revezamento, de acordo com as atividades do projeto denominado Minercontrol: Identificação de ativos biotecnológicos para o controle efetivo do bicho-mineiro por aplicação tópica de nanossistemas (confira mais detalhes sobre a equipe no final do texto).

Assim, elas cumprem à risca o cronograma de trabalho, iniciado em 2019, com recursos do Consórcio Público para o Desenvolvimento do Café (ConCafé), e que tem como objetivo se valer de diferentes abordagens moleculares para gerar ativos (produtos) biotecnológicos para controlar o bicho-mineiro no manejo integrado de cafeeiros.

Até agora, os cientistas não conseguiram deter ou encontrar um produto que acabe com a pequena mariposa branca conhecida como bicho-mineiro, que ainda na fase de lagarta, devora as folhas das plantas jovens dos cafezais.

Pesquisas do agro em meio à pandemia

Na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, a exemplo do que ocorre em toda a empresa, os empregados podem optar por uma das modalidades de trabalho: teletrabalho ou revezamento (comparecendo à unidade em períodos determinados, revezando as atividades com colegas). Assim, Juliana e Erika decidiram pelo revezamento: desde o começo do distanciamento social, compreenderam que não seria possível concluir a pesquisa sem os trabalhos de campo e laboratório. Isso por conta da responsabilidade de cumprir prazos e do prejuízo que o inseto causa à cultura cafeeira.

“O controle químico preventivo tem se mostrado ineficaz e acredita-se que a praga adquiriu resistência à maioria dos inseticidas utilizados. O controle biológico apresenta limitações na eficiência e durabilidade dos tratamentos”, explica Erika. Por isso a aposta em alternativas biotecnológicas para gerar produtos que atendam à demanda de soluções sustentáveis, duráveis e seguras para o controle específico desse fitopatógenos.

Durante o desenvolvimento do projeto – com duração de quatro anos a contar de 2019 – as cientistas da Embrapa vão testar extratos e frações vegetais com o objetivo de desenvolver nanossistemas que integrem e potencializem os efeitos de ativos biotecnológicos selecionados em três estratégias: nanomateriais (que possuem graus estruturais na ordem de 10-9m ou um nanômetro, igual a um milionésimo de milímetro), extratos/frações e RNA interferente (que resulta na redução de expressão e silenciamento de genes).

Segundo Erika, a intenção é ter um banco de dados do transcritoma (ou conjunto completo de organismo, órgão, tecido ou linhagem celular) do bicho-mineiro, ainda desconhecido. “Isso vai representar um grande avanço do conhecimento sobre esse inseto e permitirá estudos moleculares de genes alvo para controle desta praga. Os ativos gerados (produtos) poderão ser utilizados em conjunto entre si e/ou com outros defensivos como parte de sistemas de manejo integrado de pragas do cafeeiro”, explica a cientista.

Para desenvolver um projeto grande e com diferentes “frentes” ou campos do conhecimento, a líder Erika e a colega Juliana contam com a participação de outros pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, entre eles Rogério Lopes, que trabalha com o delineamento experimental dos bioensaios com os insetos, bem como Luciano Paulino, Eduardo Romano e Thales Rocha.

Localizado na Embrapa Café, em Brasília (DF), o pesquisador Carlos Henrique Carvalho contribui na batalha contra o bicho-mineiro. Ele repassou à liderança do projeto as sementes de cafeeiro catuaí vermelho e outras cultivares, bem como a orientação para produção das mudas para a área experimental localizada na Embrapa Cerrados e que conta com a colaboração do pesquisador Adriano Veiga. A “mãozinha” indispensável dos estudantes da UnB.

Os esforços para tirar das lavouras cafeeiras o bicho-mineiro são grandes. Mas há outro aspecto importante para que a pesquisa não pare: o trabalho diário dos estagiários e bolsistas da equipe. A dedicação dos estudantes é significativa do ponto de vista científico e de troca de conhecimento entre os envolvidos. Além disso, é uma mostra da importância da ciência na vida de graduandos e de cientistas em começo de carreira que atum como bolsistas na Unidade.

Sobre o bicho-mineiro

Esse inseto das folhas do cafeeiro, Leucoptera coffeella, é a principal praga da cultura do café no Cerrado. O ataque do bicho-mineiro nos cafeeiros causa prejuízos porque as folhas minadas pelas lagartas causam desfolha drástica (até 100%), resultando em prejuízos de até 72% na produção de café. O primeiro ciclo do inseto tem que ser controlado com eficiência para evitar que outros ciclos ocorram ao longo do ano.

O projeto liderado por Erika tem quatro anos de duração e está dividido em cinco soluções de inovação (SI), nanossistemas para aplicação e entrega de bioativos, produtos biocidas derivados de metabólitos vegetais, transcritoma do bicho-mineiro, silenciamento da expressão de genes do bicho-mineiro, e validação in vivo da atividade inseticida de ativos potenciais das soluções de nanossistemas.

As informações são do Grupo Cultivar.

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