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OIC busca ampliar consumo mundial de café

POR EQUIPE CAFÉPOINT

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 07/02/2020

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Nesta semana aconteceu a 19ª reunião entre sessões do Comitê de Promoção e Desenvolvimento de Mercados da Organização Internacional do Café (OIC), com o objetivo de avaliar a proposta de atualização do Guia Detalhado para Promoção do Consumo de Café.

Em diversas oportunidades, o presidente executivo do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, expôs às delegações das nações exportadoras e importadoras que somente um esforço organizado para aumentar a demanda por café aproximará os produtores da sustentabilidade econômica. “O crescimento do consumo de café, especialmente nas regiões produtoras, é fundamental para evitar os excedentes de oferta que aviltam os preços aos cafeicultores”, argumenta.

O Chefe de Operações da OIC, Gerardo Patacconi, relatou que, apesar do crescimento da participação dos países produtores no consumo global, o consumo per capita na maioria dessas nações permanece baixo, na faixa de 1 kg.

A exceção é o Brasil, que consome 6,3 kg/hab/ano, volume equivalente ao registrado em alguns países importadores, como Canadá, Alemanha e Itália. Ou seja, há um grande potencial para a expansão do consumo nas regiões produtoras.

Atualmente há dois projetos em andamento, financiados com recursos do Fundo Especial da OIC, para aumento do consumo de café nos países exportadores. Na América Central, a Promecafé trabalha a criação de uma rede regional de atores do setor, capacitação de lideranças das instituições nacionais de café e na revisão dos planos nacionais, para associar o consumo da bebida de alta qualidade a benefícios sociais, ambientais e à saúde.

Na África, sob a coordenação da Organização Interafricana do Café (OIAC), vem sendo fortalecida a comunicação dos impactos positivos do consumo do café à saúde. A OIC propõe atualizar seu Guia Detalhado para Promoção do Consumo de Café.

“Os resultados esperados deste projeto são um kit de ferramentas e uma metodologia atuais, baseados nas melhores práticas globais e lições aprendidas a partir da aplicação do Guia, desde 2004”, explica Brasileiro.

O presidente do CNC completa que o material ficará disponível nos idiomas oficiais da OIC (inglês, francês, português e espanhol) e disponibilizado em uma plataforma online, de fácil acesso, para hospedar o guia. “Além disso, serão realizados treinamentos regionais e workshops para a disseminação do seu conteúdo”, conclui.

Durante a reunião, o diretor da P&A Marketing Internacional, Carlos Brando, que foi responsável pelo desenvolvimento e implantação do guia em 2004, recomendou a atualização do material, incorporando as diferentes lições aprendidas nos países e as mudanças de padrões e comportamento, a exemplo da inclusão digital, comércio eletrônico, novas formas de preparo e consumo e alterações na demografia.

Um dos pontos levantados no encontro foi que o novo guia também deve considerar os diferentes fatores influenciadores do crescimento do consumo de café, a exemplo dos benefícios para saúde e bem estar, que foram muito importantes nas últimas décadas.

Já uma questão a ser avaliada é se a sustentabilidade pode ser um fator determinante para o aumento do consumo em países produtores e importadores. Brando sugeriu ao Comitê que o aumento do consumo de café seja associado à melhor remuneração de produtores, “que terão melhor qualidade de vida e condições de preservar o meio ambiente”. Nesse contexto, sugeriu o slogan “Beba mais uma xícara do café produzido localmente para se sentir melhor e tornar o seu país melhor”.

Como encaminhamento, o Comitê de Promoção e Desenvolvimento de Mercados endossou a proposta de atualização do Guia Detalhado para Promoção do Consumo de Café e solicitou à Secretaria da OIC que dê início aos trâmites para levantar fundos para a execução do projeto.

“Essa iniciativa ressalta que a Organização está comprometida, de forma pragmática, com a sustentabilidade econômica da cafeicultura mundial, buscando agir, de forma multilateral, para desenvolver continuamente o mercado de café”, finaliza o presidente do CNC.

As informações são do CNC.

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