Nova fábrica da Nestlé no Brasil abre discussão sobre drawback

A multinacional pretende plantar variedades internacionais no País e importar café de outros países até o início da produção.

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Foto: Roberto Seba/ Café Editora
Foto: Roberto Seba/ Café Editora

A possibilidade da instalação da fábrica de cafés especiais da Nestlé no Brasil abre as discussões sobre um tema polêmico, o drawback do café. A empresa faria um investimento de 180 milhões de dólares e plantaria em solo brasileiro três mil pés de café de diversas variedades de outros países.

No entanto, o que mais desagrada os produtores brasileiros é que até o início da produção de cafés diferenciados (que compõem o blend da bebida produzida pela empresa) a Nestlé precisaria importar esses cafés especiais, realizando o chamado drawback: importação de um produto presente no País, o que não é autorizado no Brasil. Porém, o governo já trabalha a ideia de abrir uma exceção à multinacional.

O Presidente da Associação dos Sindicatos Rurais de Café e Leite (Sincal), Armando Matielli, é contra a instalação da fábrica, caso o drawbak seja autorizado. “O valor de 180 milhões de dólares aplicados na fábrica é ínfimo perto da nossa produção. A cafeicultura é totalmente contra a importação de café de qualquer espécie porque nós produzimos hoje no Brasil mais de 200 espécies de cafés que são suficientes para supri qualquer tipo e qualidade desejada”.

Para Matielli, a empresa deve valorizar a cafeicultura do País com treinamentos e investimentos, mas não realizar o drawback. Caso contrário, a instalação da empresa no México seria a melhor opção.

“Se a Nestlé quer produzir o café do jeito que ela exige, ela precisa dar assistência e gerar empregos para os trabalhadores rurais. Plantar café no Brasil é um ótimo negócio, importar café para o Brasil é um péssimo negócio”, disse o Presidente do Sincal em entrevista ao programa Mercado & Cia, apresentado por João Batista Olivi.

Fonte: Notícias Agrícolas // João Batista Olivi // Jhonatas Simião 
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Janio Zeferino da Silva
JANIO ZEFERINO DA SILVA

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 28/08/2014

Como agregar valor ao café brasileiro sem industrializar aqui?

Já temos as barreiras tributárias e o custo Brasil que prejudicam demais as nossas exportações e preços justos para o produtor, indústria e principalmente para o consumidor.

Essa indústria pode ser o passo inicial na construção de um novo modelo de produção, industrialização e consumo do café pelos brasileiros.
Marcel Innocentini
MARCEL INNOCENTINI

SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE CAFÉ

EM 27/08/2014

Drawback sem limites realmente é inviável. No entanto, se se quiser alterar a pauta brasileira de exportação de café, de café em grão para produtos derivados de café (com muito mais valor agregado), a indústria nacional tem que ser estimulada. De um jeito ou de outro.  Não foram os brasileiros que inventaram que se deve consumir esses blends elaborados a partir de cafés de várias origens. No entanto, estimulado ou não pelas multinacionais com a Nestlè, é esse tipo de café que é demandado pelo consumidor final (não o intermediário).  Tambem não foram os brasileiros que inventaram o café em cápsulas, nem o café descafeinado. Foi a indústria. E a indústria estrangeira. E é para essa indústria, a internacional e não a doméstica, que, se assim continuar, o Brasil vai continuar sendo o grande fornecedor de matéria-prima, por excelência histórica. Mas, se contentar em ser o maior produtor mundial e, apesar disso, não ser o que mais lucra, é um papel que o brasileiro já está acostumado a desempenhar. Não só no agronegócio do café...
augusto comunien
AUGUSTO COMUNIEN

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS

EM 27/08/2014

Querem apostar que vão

conseguir se instalar aqui com Drawback ou não? Não bastasse a seca danada e vem mais esta!Como dizia minha avó: Uma desgraça nunca vem sozinha,vem sempre com outra pior. Vão comprar café até do Paraguai e regiões vizinhas. Minha sugestão é que abram esta fabrica lá no Vietnam;bem longe daqui! Um abração Matielli e te cuide!
Pedro Casseli
PEDRO CASSELI

ANDRADAS - MINAS GERAIS

EM 26/08/2014

Plantar 3.000 pés de café aqui no Brasil  pra fazer o que ai eles vem importa café do jeito que eles quiserem e a gente fica vendo tudo isso tem que mandar esse pessoal o melhor a nestlé  sumir daqui do Brasil pode ir pro México... já basta esse governo que nois tem aqui.nois caféicutores estamos sofrendo dimais com tudo e a falta de chuva então só problemas para ano de 2015