Na Colômbia denominação de origem é bom negócio, mas está no início

Na Europa calculou-se que o consumidor está disposto a pagar até 20 ou 30% a mais por um produto que tenha essa condição frente a um que não tenha.

Publicado por: CaféPoint

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O Jerez é um vinho que não poderia ser produzido em outro local a não ser em Andaluzia, na Espanha, localizada a 12 quilômetros do oceano Atlântico e 85% do estreito de Gibraltar, conhecida como Jerez da Fronteira. As condições climáticas, a particularidade de seu solo e as técnicas tradicionais no processamento das uvas dão a essa bebida fama mundial.

Esse é um exemplo do que é uma denominação de origem, um atributo que gera valor para um produto e faz com que os consumidores o prefiram frente a outros similares.

Na Colômbia, o caso mais emblemático é o “Café de Colômbia”, some pelo qual os produtores nacionais do grão recebem milhares de dólares e serve de espelho para animar muitas regiões que buscam posicionar produtos tradicionais.

Atualmente, há 21 denominações de origem concedidas pela Superintendência da Indústria e Comércio (SIC), entidade que protege a propriedade intelectual na Colômbia. A última nomeação tramitada foi o “café de Santander”, no final do ano passado, e está em processo o Chá de La Cumbre, que pode terminar em cerca de quatro meses, segundo o superintendente de Propriedade Industrial, José Luis Londoño.

A maioria dos trâmites provém de administrações municipais e departamentais, casos em que, depois podem delegar a alguma associação de produtores para que a administre.

A Federação Nacional de Cafeicultores registrou “Café da Colômbia”, “Café de Cauca”, “Café de Santander” e “Café de Nariño”.

Ainda que na Colômbia não haja estudos de quanto valor agregado fornece uma denominação de origem, na Europa calculou-se que o consumidor está disposto a pagar até 20 ou 30% a mais por um produto que tenha essa condição frente a um que não tenha, segundo Londoño. No entanto, também se requer investir grossas quantias de dinheiro em publicidade e em campanhas de conscientização aos consumidores.

A Federação Nacional de Cafeicultores, por exemplo, ficou mais de três décadas nesse processo, mas o resultado compensou. “Há valorização desde quase 1980, quando começou a estratégia, ainda que não estivesse ainda formulada. Os premiums dão milhares de dólares em receitas adicionais aos produtores”, disse o gerente de Comunicações e Mercado da Federação, Luis Fernando Samper.

Levou-se em consideração que nos últimos anos, a diferença do café produzido no território colombiano com relação aos seus similares da América Central teve um sobre-preço entre 9 e 15 centavos por levar o selo “Café da Colômbia”, o que implica um grão único, com uns padrões altos de qualidade.

A reportagem é do http://www.portafolio.co / Tradução por Juliana Santin
 
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