México diminuiu a produção de café robusta

País já precisa importar variedade.

Publicado por: CaféPoint

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Foto: Guilherme Gomes/ Café Editora
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Cada vez são menos os produtores de café do México que produzem café robusta. Como esse café é de menor qualidade e tem menor preço ao produtor, há menor interesse em produzir esse tipo de grão, de forma que o México já está precisando importar essa variedade, informou o coordenador de operações da Amecafé, Pedro Roque Machado. O café robusta é necessário para fazer os blends de café.

O México conta com 690 mil hectares de café e 504 mil produtores de café, que produzem em 617 mil fazendas com uma média de 1,5 hectares por produtor. Os principais estados produtores são Chiapas, com 250 mil hectares e 180 mil produtores; Veracruz, com 140 mil hectares e 89 mil produtores; Oaxaca, com 129 mil hectares e 102 mil produtores. Esses estados concentram 70% da produção nacional.

Com relação à necessidade de importar café para garantir o abastecimento nacional, Machado disse que o setor é autossuficiente. No entanto, ele disse que a indústria está buscando ser mais eficiente em termos de custos e realiza importações de café robusta, não importando café arábica.

Com relação à política impulsionada nos últimos seis anos para aumentar a produção de café robusta, considerou que não teve o êxito desejado, porque não há incentivos para que o cafeicultor reoriente sua produção de arábica ao robusta, já que se necessita de uma produção muito forte e, além disso, os produtores teriam que esperar cinco anos para ter produção.

A indústria precisa do café robusta para fazer as misturas, “o problema é que tem um preço mais baixo e os produtores que produzem arábica não têm interesse em produzi-lo pelo seu preço. Isso tem propiciado que a indústria importe robusta para completar o déficit”.

Machado falou das politicas públicas que a cafeicultura mexicana requer, dizendo que é necessário falar de programas multianuais, porque não tem um cultivo perene. Um elemento central é a renovação de cafezais para ter maior resistência a pragas; outro elemento necessário é a assistência técnica e a transferência de tecnologia.

Ele disse que, em competitividade, o México está US$ 115 a US$ 120 por quintal (saca de 46 quilos) produzido, contra US$ 90 a US$ 95 de países como Guatemala; além disso, os custos de produção do México aumentam e o pagamento de salários é menor.

Ele disse que há um programa de renovação de plantações e produção de plantas que está sendo implementado, e não terá um impacto imediato, mas sim, em dois ou três anos, quando começam a vir os primeiros frutos.

A Amecafé espera que o comportamento físico da planta para o ciclo de 2014/15 possa melhorar, ainda que não tenham expectativas de que se recupere “excessivamente” a produção.

Com relação às exportações de café, ele comentou que para o ciclo de 2013-14 chegarão a 1,8 milhão a 2 milhões de quintais. Ele disse que isso tem relação com o preço, que agora está em US$ 170 por quintal. O diretor da Amecafé destacou que, do total da produção nacional, 40% se destina ao consumo interno e, na última década, o consumo per capita aumentou de 700 gramas a 1,3 quilos.

A reportagem é do http://www.imagendelgolfo.com.mx/ Tradução por Juliana Santin
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