México beneficiado pela alta internacional do café

As altas no preço do café derivadas do clima atípico e de uma série de pragas que tem afetado a produção do grão, entre outros fatores, são benéficas aos produtores mexicanos. No entanto, no México também se registram fatores como queda da produção e outros que, de certa forma, inibem o mercado.

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As altas no preço do café derivadas do clima atípico e de uma série de pragas que tem afetado a produção do grão, entre outros fatores, são benéficas aos produtores mexicanos. No entanto, no México também se registram fatores como queda da produção e outros que, de certa forma, inibem o mercado.

De acordo com o presidente da Associação Mexicana da Cadeia Produtiva de Café (Amecafé), Gabriel Barreda, o fenômeno da alta de preços é muito benéfico para os produtores do país; no entanto, ele enfatiza que a produção desse ano não será como se esperava, já que terá uma queda de cerca de 40% com relação à do ano anterior, como consequência da ferrugem e de um clima atípico.

Ele disse que a safra de 2013-14 será de aproximadamente 3,9 milhões de sacas, quando na safra anterior foi de 6,5 milhões, com a maior perda registrada em Chiapas, com 60% da produção local.

No momento, não se espera um impacto para os consumidores finais, tanto nas cafeterias, como na venda de produtos embalados; no entanto, a situação no mercado agrícola está longe de se estabilizar.

Ele foi questionado sobre uma competição do México com o grão brasileiro, ao que ele disse que não há, já que, segundo ele, o grão mexicano é superior ao brasileiro, o sabor marca a diferença. Além disso, ele disse que no Brasil, nessa colheita se terá um grão de menor tamanho com relação a outros anos pela falta de chuvas, o que lhes dá uma vantagem competitiva.

Ele disse que a produção mexicana se divide em 50% para consumo doméstico e o resto é de exportação. Os rivais diretos do México nos mercados internacionais são Colômbia, Guatemala e Peru, com os quais o café mexicano compete por tamanho, sabor, aroma e processos de cultivo.

Esse tem sido um ano de altas nas commodities agrícolas. Em fevereiro e início de março, os preços dispararam de maneira desproporcional diante de um clima seco para os cultivos, principalmente no Brasil e nos Estados Unidos, os maiores produtores agrícolas. O café é um dos mais afetados no mercado internacional, ao ter quedas nas colheitas.

A reportagem é do http://www.elfinanciero.com.mx, adaptada pelo CaféPoint
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