Menores preços do arábica impulsionam ondas de compras da Starbucks

Graças ao retrocesso no mercado, empresa revelou que uma onda de compras da virada do ano deixou 94% de suas demandas de café supridas.

Publicado por: CaféPoint

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A Starbucks Corp. informou sobre o impulso a seus lucros pelas compras “pacientes” de café à medida que revelou que continuava usando os menores preços, agora cerca de 40% menores com relação aos altos preços alcançados em outubro, para construir seus estoques.

A gigante do setor de café, revelando resultados trimestrais, disse que, graças ao retrocesso no mercado de café arábica - cujos futuros dos grãos alcançaram o maior valor em dois anos, de 225,50 centavos por libra - seus custos com commodities seriam “aproximadamente neutros” para esse ano financeiro.

Segundo a empresa revelou, no final de janeiro uma onda de compras da virada do ano deixou 94% de suas demandas de café supridas para o exercício em curso, que termina em setembro. “A paciência da nossa equipe de café em relação aos preços pagos, resultou em nossos custos para o ano fiscal de 2015 ficarem abaixo dos preços médios do mercado”, disse Kevin Johnson, diretor operacional da Starbucks.

Johnson disse que o grupo acelerou as compras de café para seu ano financeiro de 2016 também, à medida que os preços do arábica ficaram bem abaixo dos níveis médios do ano passado.

Os futuros alcançaram 134,15 centavos por libra no começo do mês passado antes de apresentar certa recuperação, ficando em 141,25 centavos por libra na sexta-feira. “Devido à recente queda nos preços do café, estamos fechando a oferta para 2016”.

O grupo está agora “próximo a 70% para 2016 a preços de alguma forma favoráveis com relação ao ano fiscal de 2015”. A extensão da cobertura representa uma aceleração significativa com relação ao ano anterior, quando a Starbucks disse que tinha garantido o preço para “mais de 40% de suas demandas de café para o ano fiscal de 2015”.

Entretanto, Scott Maw, diretor operacional da Starbucks, alertou para a necessidade de certa cautela sobre as expectativas de uma queda significativa nos custos de café para o ano fiscal de 2016. Embora o grupo tenha “fechado a preços levemente menores” para o próximo ano financeiro, “essa disposição favorável, embora significativa, é provavelmente não tão alta quanto você poderia calcular baseado nos preços médios de mercado”, disse Maw.

Ele disse que, para o atual ano financeiro, “nós realmente fizemos um bom trabalho comprando abaixo do mercado. Esperamos e fomos pacientes. E quando eles [preços] entraram em nosso alcance desejado, suprimos nossas demandas para o ano”.

Os comentários vieram quando o grupo revelou resultados mostrando um aumento de 16%, para US$ 494 milhões, nos lucros para o trimestre de janeiro a março, com receitas aumentando em 18%, para US$ 4,56 bilhões. Os lucros por ação foram de US$ 0,33, somente marginalmente a mais que as expectativas do Wall Street, de US$ 0,32 por ação.

A reportagem é do Agrimoney/ Tradução por Juliana Santin
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