Melhores cafés Fairtrade da Região do Cerrado Mineiro são revelados pela Appcer

Prêmios variaram de R$ 100 a R$ 500 e a entidade contribuiu com outros R$ 25 mil em equipamentos para os vencedores. Resultado foi divulgado durante a Semana Internacional do Café.

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Da redação

Os vencedores do primeiro Concurso de Qualidade dos Cafés Fairtrade, promovido pela Associação dos Pequenos Produtores do Cerrado (Appcer) foram revelados nesta sexta-feira (25/9), durante a Semana Internacional do Café (SIC). Os prêmios variaram de R$ 500 para o primeiro colocado a R$ 100 para o quinto lugar. A entidade também contribuiu com R$ 25 mil em equipamentos para os vencedores. São eles, na ordem de premiação: Valdir Donato, Devanir Rossini, Evaldo Fernandes de Melo, João David da Costa Jardim e Humberto Carlos Zati.

Vinte e oito produtores enviaram amostras para o concurso. No início do mês de setembro foi realizada a primeira prova, que selecionou dez finalistas. E, durante a SIC, os juízes da Federação dos Cafeicultores do Cerrado Mineiro e a Appcer selecionaram os melhores cafés. Segundo Marcos Geraldo Alves da Silva, analista do Sebrae Minas e gestor dos projetos do Cerrado Mineiro, foram avaliados atributos sensoriais e de qualidade, conforme metodologia da SCAA – Specialty Coffee Association of America. “Surpreendeu-nos a qualidade observada pelos pequenos produtores da região. Eles apresentaram cafés excelentes e que não perdem em qualidade para os grandes produtores”, afirma o analista.

Os prêmios distribuídos pela Appcer são provenientes de recursos recebidos por duas instituições que apoiam a prática do comércio justo em nível mundial: Fairtrade Foundation e a rede de supermercados Waitrose. Ambas têm sede no Reino Unido e destinaram à Appcer, neste ano, cerca de 40 mil libras esterlinas, especificamente para promoção de cafés de alta qualidade. “Este prêmio foi investido para a melhoria da qualidade do café e também será revertido em ações que beneficiem a comunidade”, explica o presidente da Appcer, Carlos Behrend. O analista do Sebrae, Marcos Geraldo Alves da Silva, acredita que o concurso é ainda uma resposta a este investimento. “Comprovamos o compromisso da associação e dos produtores e agora conseguiremos exportar um café que atenderá ao paladar exigente dos consumidores europeus”, comemora.
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Equipe CaféPoint

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