Só em Cabo Verde, o número de trabalhadores contratados para a colheita do café caiu mais de 75%. A cidade que costumava ter em média 6,5 mil safristas na época de colheita, esse ano, não terá mais de 1,5 mil. O motivo é um equipamento, conhecido popularmente como "mãozinha".
Foto: Bruno Lavorato / Divlugação Expocafé
Todos os trabalhadores da fazenda estão utilizando a máquina. Para eles, o equipamento oferece inúmeras vantagens, mas a principal é que eles conseguem colher bem mais.
Renato Lima de Sousa espera colher mais de 8 mil sacas de café este ano. Ele sempre contratou cerca de 250 apanhadores de café, vindos principalmente do norte de Minas Gerais, mas este ano, vai precisar de apenas 100. “A tendência é minimizar isso porque o café subiu de preço, mas os custos subiram também”, diz.
Nem todo mundo está feliz com o equipamento. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, cada máquina tira o emprego de pelo menos três pessoas.
O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Campos Gerais e Três Pontas, dois dos maiores municípios produtores de café, informa que a queda na contratação já chega a 55%.
Reportagem Globo Rural.