MDA promete investir até R$ 20 bilhões em programa de crédito até junho

O 18º Café Científico de Brasília, teve como tema a agricultura familiar do Brasil. Foram apresentadas as características da agricultura familiar e as principais políticas públicas para o setor no País.

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O 18º Café Científico de Brasília, realizado na noite dessa segunda-feira (12), teve como tema a agricultura familiar do Brasil. Foram apresentadas as características da agricultura familiar e as principais políticas públicas para o setor no País. O evento proporcionou debate entre os palestrantes e o público sobre os impactos da produção familiar e os desafios para as próximas décadas.

O secretário nacional da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), Valter Bianchini, falou sobre a evolução das políticas públicas para o desenvolvimento rural. “O Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) é um dos instrumentos de fortalecimento da agricultura familiar. Saímos de R$ 2,2 bilhões em 2002/2003 e vamos chegar perto de R$ 21 bilhões até junho, na safra 2013/2014. Ao lado do crédito, temos uma política importante de seguro da agricultura familiar, uma política de equivalência ao preço de 51 produtos e as políticas de compras institucionais com o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o de Alimentação Escolar (Pnae)”, explicou o secretário.

Foto: Érico Hiller/ Café Editora
Foto: Érico Hiller/ Café Editora

Bianchini também ressaltou o esforço de reconstrução da política de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). “Esperamos que agora com a Anater, a parceria da Embrapa e os sistemas de pesquisa, a gente possa fortalecer a articulação entre pesquisa, extensão e saberes locais em um processo mais horizontal”, acrescentou.
Políticas públicas

O diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural da SAF/MDA, Argileu Martins da Silva, destacou que as políticas públicas são organizadas em torno de, pelo menos, três pilares: crédito, mercado e conhecimento. “Em paralelo, temos as estratégias de regularização fundiária, de reforma agrária e de ações para determinados públicos, como indígenas e quilombolas.”

A socióloga da Universidade de Brasília (UnB) Laura Duarte defendeu o momento do Ano Internacional da Agricultura Familiar para aprofundar o debate entre todos os envolvidos. “A agricultura familiar ganhou força em trabalhos técnicos, científicos e acadêmicos, o que dá visibilidade e permite o diálogo entre países sobre a complexidade do mundo rural”, explicou.

O encontro também contou com a participação do sociólogo do Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad) Eric Sabourin e do pesquisador da Embrapa Cerrados Marcelo Gastal.

Organizado pela Embaixada da França, o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento, Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad) e pela Aliança Francesa de Brasília, o café científico tem como objetivo criar oportunidades para novas discussões informais em torno de questões científicas.

As informações são do Ministério do Desenvolvimento Agrário

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