Instituto de pesquisas para melhoramento genético sofre com incêndios

Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que desenvolve pesquisas para melhoramento genético do café sofreu com seis incêndios ao longo do ano.

Publicado por: CaféPoint

Publicado em: - 1 minuto de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

O Instituto Agronômico de Campinas (IAC), sofreu neste ano com até ano seis incêndios, sendo o mais recente em setembro. A afirmação é do Gerson Silva Giomo, pesquisador e diretor do Centro de Café do IAC, em entrevista ao jornal Valor Econômico.

A fazenda do Instituto, Santa Elisa, tem uma área total de 60 hectares de cafezais - incluindo o banco de germoplasma e experimentos de melhoramento genético e de manejo do café. Ainda não foi identificada a causa dos incêndios que têm causado prejuízos às pesquisas para melhoramento genético do café.

A área afetada é estimada em 10 hectares, o que representa aproximadamente 30 mil pés de café destinados à pesquisa. A maior parte dos cafeeiros foi queimada quase que totalmente, exigindo uma poda drástica, chamada de recepa.

Alguns cafeeiros queimados faziam parte do banco de germoplasma (conjunto de plantas nativas de diferentes países), que garante à pesquisa variabilidade genética necessária para se obter as características desejáveis para o café.

Pesquisa
O banco de germoplasma do IAC é considerado o maior e mais antigo do país - tem mais de 80 anos. Suas plantas servem de matéria-prima para o melhoramento genético do café. "O risco é perder a população que serviria para o melhoramento genético", diz Giomo. O IAC tenta recuperar as plantas queimadas. Mesmo assim, alguns experimentos devem atrasar de três a quatro anos.

O IAC é responsável por cerca de 90% das cultivares de café plantadas no país. As mais usadas são Catuaí e Mundo Novo. Desde a década de 1930, o instituto começou seu pioneiro programa de melhoramento genético de café e desenvolveu dezenas de variedades, principalmente com foco em maior produtividade e resistência a pragas e doenças. Já foram registradas, até agora, 65 variedades no Ministério da Agricultura, mas muitas outras foram desenvolvidas e não registradas quando não havia obrigatoriedade, diz Giomo.

Informações: Valor Econômico 
Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto CaféPoint

CaféPoint

O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe CaféPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.