Da redação
Estiveram reunidos hoje em um workshop na sede da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, na capital paulista, os principais executivos das únicas cinco indústrias de café solúvel do país para discutir o Plano de Desenvolvimento do Café Solúvel do Brasil.
Organizado pela Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), o Plano objetiva aumentar em 50% as exportações e o consumo interno nos próximos 10 anos. Segundo o presidente da entidade, Pedro Guimarães, as várias ações, projetos e programas que compõem o Plano são perfeitamente factíveis de serem implementados.
O Brasil sempre deteve a liderança mundial das exportações de café solúvel, totalizando 3,6 milhões de sacas em 2014. No entanto esse volume está estagnado há mais de 10 anos. Enquanto o mundo aumentou seu consumo em 29% nesse período, o Brasil encolheu em sua participação nas exportações, de 14,5% para 9,8%. Isso se deve a uma série de distorções estruturais que precisam ser corrigidas para garantir competitividade frente às empresas estrangeiras. O plano vai atacar exatamente essas demandas, transformando-as em grandes oportunidades para a Indústria e para a produção de brasileira conilon.
“Não dá para entender como o Equador, um país que não é um grande produtor de café, que não produz conilon, conseguiu em 10 anos exportar em café solúvel o equivalente a 1,1 milhão de sacas de café ao ano, quase 1/3 do volume que o Brasil levou mais 40 anos para atingir. “Porque o Equador é tão competente e o Brasil patina?”, questiona o diretor de Relações Institucionais da Abics, Aguinaldo José de Lima.
O Plano contemplará ações de propostas de ajustes na aplicação de impostos, nas barreiras tarifárias aplicadas pela União Europeia e Japão, projeto setorial para ampliação das exportações com apoio da Apex, programas de parcerias com produtores de café, entre outras.
O Plano de Desenvolvimento do Café Solúvel do Brasil estará concluído até 30 de junho próximo, quando então será apresentado aos demais setores da Cadeia Produtiva do Café, produtores, exportadores e, oficialmente, ao Governo Brasileiro.
Se os objetivos forem atingidos, o Brasil continuará na dianteira das exportações e as divisas anuais ultrapassarão US$ 1 bilhão, proporcionando aos produtores brasileiros de café condições para melhorar sua produtividade e qualidade.
No encontro também estiveram presentes representantes dos Ministérios da Agricultura (Mapa), Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior e da Agencia de Promoção de Exportações a Apex.
Indústria de Café Solúvel quer aumentar em 50% as exportações em 10 anos
Em reunião, Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel traça meta para ser cumprida em 10 anos
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JORGE IRINEU HOSANG
ITAJAÍ - SANTA CATARINA
EM 27/09/2016
A explicação para que qualquer país passe o Brasil na exportação é fácil:
Muita gente preguiçosa nas empresas!!
Estou com um contrato firmado de café e ninguém me responde aos pedidos de cotação!! Tem uma empresa famosa que entregou o negócio na mão de um Russo, por exemplo, que faz uma pergunta por semana, tentando saber quem é nosso cliente!!
Estou comprando na Colômbia para exportar para a Europa, porque ninguém, simplesmente ninguém, consegue me passar uma simples cotação de café solúvel!!
Muita gente preguiçosa nas empresas!!
Estou com um contrato firmado de café e ninguém me responde aos pedidos de cotação!! Tem uma empresa famosa que entregou o negócio na mão de um Russo, por exemplo, que faz uma pergunta por semana, tentando saber quem é nosso cliente!!
Estou comprando na Colômbia para exportar para a Europa, porque ninguém, simplesmente ninguém, consegue me passar uma simples cotação de café solúvel!!

ANA PAULA PAIXÃO
BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS
EM 16/06/2015
Excelente. O Equador é um país comprometido com seu povo. O Brasil não é. O Brasil não tem políticas públicas de fomento à exportação e à importação. A indústria precisa de união para poder voltar a exportar o café solúvel. Republicado no meu blog: http://www.anainternationallawyer.com