Incidência de ferrugem nos cafezais de El Salvador é de 3% atualmente

Resultado foi obtido de uma amostra de 321 fazendas de café a nível nacional.

Publicado por: CaféPoint

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAG) de El Salvador informou que a média nacional de incidência de ferrugem no primeiro semestre de 2015 nos cafezais do país foi de 3%.

Esse resultado foi obtido de uma amostra de 321 fazendas de café a nível nacional, das quais 43 são de grande altitude, 174 de altitude média e 104 de baixa altitude, representando uma área total de 4.327,16 manzanas (cerca de 3.050 hectares), informou o Centro Nacional de Tecnologia Agropecuária e Florestal (Centa).

Na cordilheira Apaneca-Ilamatepec, região ocidental do país, que compreende os departamentos de Santa Ana, Ahuachapán e Sonsonate, a média de incidência da ferrugem desde o começo de 2015, até o final de junho, foi de 2,34%.

A cordilheira Alotepec-Metapán apresentou, no mesmo período, uma incidência de ferrugem de 1,52%, enquanto Cacahuatique foi de 3,52%. Em Chinchontepec a incidência foi de 1,36%, enquanto em El Bálsamo-Quezaltepeque foi de 0,78%. Na cordilheira de Tecapa-Chinameca, a incidência foi de 4,89%.

Das 321 fazendas amostradas em junho, somente 6,54% não fizeram aplicações de fungicidas para o controle da ferrugem. Nas fazendas que fizeram aplicações de fungicidas, 1,6% efetuaram duas aplicações, enquanto que 98,4% somente uma.

Segundo o Centa, a maioria das regiões apresenta níveis de infecção baixos e “os cafezais se encontram com nova folhagem, já que é a época de maior revestimento”.

No entanto, o centro diz que a ferrugem “está sobrevivendo em lesões presentes em folhas velhas de cafezais, mas quando as condições ambientais são favoráveis, essas lesões voltam a produzir esporos e gerar novos ciclos de infecção”.

Os estudos epidemiológicos demonstram que os cafezais localizados em altitudes baixa e média, que foram atacados “severamente” pela ferrugem em 2014 e que apresentaram altos níveis de desfolhamento na época da seca, apresentam atualmente a maior qualidade de folhas novas e baixas porcentagens de infecção.

A reportagem é da ACAN-EFE / Tradução por Juliana Santin 
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