Incertezas e a quebra da safra brasileira resultam em alta dos preços

O Boletim do Escritório Carvalhaes, referente a semana do dia 2 de maio de 2014, aponta que "Os baixos estoques de café em todo o mundo, a forte seca sobre os cafezais do sudeste brasileiro, as incertezas climáticas (agora acrescidas pela possibilidade do "El Niño" voltar este ano) e políticas, continuaram levando muita volatilidade aos preços do café nas bolsas de futuro".

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Os baixos estoques de café em todo o mundo, a forte seca sobre os cafezais do sudeste brasileiro, as incertezas climáticas (agora acrescidas pela possibilidade do “El Niño” voltar este ano) e políticas, continuaram levando muita volatilidade aos preços do café nas bolsas de futuro. Esta semana, permaneceu o forte “sobe e desce” e os contratos de arábica com vencimento em julho próximo na ICE Futures US em Nova Iorque apresentaram um balanço negativo de 380 pontos. Todas as incertezas, e a quebra da safra brasileira de café que agora começa a ser colhida prosseguem indicando tendência de alta para os preços do café.

Das primeiras 17 semanas de 2014, em apenas 4 as cotações em Nova Iorque não apresentaram um balanço positivo: nas segunda e terceira semanas, na décima primeira e agora, nesta décima sétima. São quatro meses seguidos de fortes altas nas cotações do café. Depois de um verão anormalmente seco e com temperaturas médias acima das usuais nas regiões produtoras de café do sudeste brasileiro, estamos nos aproximando do período de inverno com suas frentes frias e possibilidades de geadas. A volatilidade e as rápidas oscilações continuarão dominando o cenário do café nos próximos meses.

Foto: Guilherme Gomes/ Café Editora
Foto: Guilherme Gomes/ Café Editora

Nesta semana prejudicada pelo feriado, do “Dia do Trabalho”, o mercado físico de café no Brasil apresentou-se mais calmo, com um número de negócios realizados menor que o usual. Sem sucesso, os compradores tentaram repassar para os preços do físico o recuo em Nova Iorque. Os vendedores recuaram, retirando seus lotes do mercado. O enfraquecimento do dólar frente ao real contribuiu com o quadro.

Até o dia 30, os embarques de abril estavam em 2.082.224 sacas de café arábica, mais 163.423 sacas de café conillon somando 2.245.647 sacas de café verde, mais 156.334 sacas de café solúvel, totalizando 2.401.981 sacas embarcadas, contra 2.026.766 sacas no mesmo dia de março. Até o dia 30 os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em abril totalizavam 3.039.421 sacas, contra 2.548.310 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 25, sexta-feira, até o fechamento da última sexta-feira, dia 2, caiu nos contratos para entrega em maio, 380 pontos ou US$ 5.03 (R$ 11.16) por saca. Em reais, as cotações para entrega em julho próximo na ICE fecharam no dia 25 a R$ 614,45 por saca e no dia 2 a R$ 596,45 por saca. Na última sexta-feira, 02, nos contratos para entrega em julho, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 95 pontos.

As informações são do Escritório Carvalhaes 
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