Grão chocho e com broca
Primeiro, a seca atingiu as lavouras de café em Minas e os grãos não conseguiram se desenvolver direito. Ficaram chochos e as perdas para a safra deste ano e para o próximo já estão certas. Agora veio mais um golpe para a produção. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) decretou, na semana passada, estado de emergência fitossanitária para a produção cafeeira do estado.
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Segundo o diretor da FAEMG e presidente das comissões de cafeicultura da entidade e da CNA, Breno Mesquita, o decreto derruba obstáculos burocráticos na adoção de medidas emergenciais e na busca por alternativas de médio e longo prazos para o problema. “A praga ganhou força após a proibição do Endolsufan, única substância eficiente para o controle. O estado de emergência retira uma série de entraves na busca por outros produtos que o substituam”, explica.
Breno Mesquita diz ainda que a broca-do-café certamente afetará o volume e a qualidade da produção. “O tamanho real desse impacto, assim como dos danos causados pela seca, só saberemos no momento do beneficiamento dos grãos, que ocorre a partir de julho. Só então teremos a extensão da quebra, que já é uma realidade confirmada.”
O diretor da Faemg lembra que, neste primeiro momento, apenas Minas Gerais foi beneficiado pelo decreto, mas outros estados também estão sofrendo o mesmo problema. “É fundamental que a questão seja tratada com seriedade e grande rapidez. É um produto de grande peso na economia mineira, com fortes reflexos na balança do estado. Das lavouras mineiras sai metade da produção brasileira e cerca de um quinto de todo o café mundial”, destaca.
Segundo o Ministério da Agricultura, o estado de emergência deve vigorar por um ano, período em que devem ser adotadas medidas emergenciais para controle contra a infestação. Para evitar que seja perdido o controle sobre os ataques da broca-do-café, o Mapa fará uma ação de contingência que envolve um plano de manejo e medidas emergenciais, que serão estabelecidas em parceria com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais). “A broca-do-café é uma praga de produção e de qualidade, diminui a produtividade e piora a qualidade na exportação do café. Não pode voltar a ser uma praga de importância no Brasil”, afirma o diretor de Sanidade Vegetal do ministério, Luis Rangel.
Crise Anunciada
O problema da broca já vinha preocupando os cafeicultores desde o fim do ano passado. Em encontro da cafeicultura promovido em Guaxupé, em novembro, para intercâmbio entre pesquisadores da Epamig, técnicos e cafeicultores associados à Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé), o tema já foi discutido e a preocupação era uma realidade.
O pesquisador Júlio César de Souza alertou sobre o problema. “A partir da proibição, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do inseticida Endosulfan para controle da broca, o produtor deve redobrar o monitoramento da lavoura, utilizando uma planilha específica, para evitar prejuízos que podem chegar à perda de 20% do grão”, explicou, durante o evento. Segundo Júlio, dois novos produtos já foram testados e aprovados, mas ainda não tinham obtido registro no Mapa. Ele disse que são produtos com a mesma eficácia do Endosulfan, de baixa toxicidade e que apresentaram seletividade a espécies de ácaros predadores (inimigos naturais). Entretanto, não estão disponíveis para a safra de café 2013/2014.
As informações são do Estado de Minas, adaptadas pelo CaféPoint
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Vejam a notícia: ..."O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) decretou, na semana passada, estado de emergência fitossanitária para a produção cafeeira do estado (MG)... "A praga ganhou força após a proibição do Endolsufan, única substância eficiente para o controle."... "...dois novos produtos já foram testados e aprovados, mas ainda não tinham obtido registro no Mapa".
O MAPA imagina que a broca vai sumir com decretação de estado de emergência? Por que essa turminha que vive no ar condicionado de Brasília, não libera rapidamente os produtos já aprovados? Será que eles sabem que não dá para "matar broca com martelo" grão-a-grão? Esta é mais uma prova da incompetência nacional...

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